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Flávio desafia esquerda a assinar CPMI: “Não tenho nada a esconder”
Publicado em 21/05/2026 13:55
Últimas Notícias

O senador Flávio Bolsonaro elevou o tom agora há pouco (21) ao defender a instalação imediata da CPMI do Banco Master em sessão conjunta no Congresso. Durante discurso em plenário, o parlamentar afirmou que não teme investigações e desafiou a esquerda a apoiar a comissão.

 

“Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentado naquela CPMI, falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro e também qual é a relação que eles tinham com Lula, qual a relação que eles tinham com Alexandre de Moraes, porque eu não tenho nada a temer, eu não tenho nada a esconder”, declarou.

 

Flávio também afirmou que assinou todos os pedidos relacionados à investigação do Banco Master e acusou a esquerda de evitarem a comissão.

 

“Vocês têm medo dessa CPMI, nenhum de vocês assinou, eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder”, disse.

 

 

 

O senador associou o caso Master aos escândalos envolvendo governos petistas e citou mensalão, petrolão e fraudes no INSS.

 

“O escândalo do roubo dos aposentados do INSS, uma excrescência além de roubar a esperança da nossa juventude, mais uma vez o governo do PT roubando os nossos aposentados”, afirmou.

 

Ao defender sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio declarou que o investimento no filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreu em um contexto no qual o empresário não tinha acusações públicas.

 

“Do outro lado está o filme do presidente Bolsonaro, que recebeu um investimento privado de alguém que na época não tinha absolutamente nada que pudesse desabonar sua conduta”, disse.

 

O senador também criticou a Polícia Federal após mudanças na condução de investigações envolvendo o caso INSS e o nome de Fábio Luís Lula da Silva.

 

“Trocam o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha na mão grande. Imagina se fosse no governo Bolsonaro”, afirmou.

 

Flávio ainda direcionou críticas à imprensa e ao decreto do governo federal que altera regras sobre plataformas digitais e moderação de conteúdo.

 

“Vocês da imprensa, abram o olho. Olha o que o atual presidente da República acabou de fazer, um decreto da censura de Lula”, declarou.

 

 

Ao encerrar o discurso, o senador afirmou que a oposição pretende impedir a continuidade do PT no poder em 2026.

 

“O povo brasileiro não aguenta mais quatro anos de PT”, disse.

 

Girão pressiona Alcolumbre e fala em “humilhação” do Congresso

O senador Eduardo Girão também pressionou o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, para que faça a leitura do requerimento da CPMI durante a sessão conjunta desta quinta-feira (21).

 

Segundo Girão, o Congresso corre risco de sofrer desgaste institucional caso o Supremo Tribunal Federal determine a instalação da comissão.

 

 

Eduardo Girão hoje no plenário. Imagem: Reprodução/Tv Câmara

 

“O Brasil precisa de uma atitude do Congresso Nacional antes que o ministro Cássio Nunes ou ministro André Mendonça determinem. Já imaginou a vergonha, a humilhação nossa?”, afirmou.

 

O parlamentar declarou que o caso Banco Master “transcende questão político-partidária” e afirmou que autoridades dos três Poderes aparecem citadas nas investigações.

 

“O Brasil precisa ser passado a limpo. Tem autoridades dos três Poderes da República citadas diariamente”, disse.

 

Girão afirmou que o requerimento já possui apoio suficiente para abertura da comissão.

 

“O artigo 21 do regimento comum é expresso ao estabelecer que as comissões serão criadas em sessão conjunta, sendo automática a sua instituição”, declarou.

 

O senador também afirmou que o Congresso não pode impedir a instalação da CPMI por conveniência política.

 

“Não se está diante de um ato sujeito à conveniência política da presidência. Trata-se de ato vinculado”, disse.

 

Ao comentar as investigações conduzidas pelo STF, Girão elogiou o ministro André Mendonça.

 

“O ministro André Mendonça foi correto e tem todo o meu apoio”, afirmou.

 

Bastidores do Congresso

Nos bastidores, parlamentares de oposição, governo e centrão avaliam que Davi Alcolumbre deve evitar novamente a leitura do requerimento da CPMI durante a sessão do Congresso convocada para análise de vetos presidenciais à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026.

 

 

Atualmente, existem ao menos dois pedidos de CPMI com o número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento — 27 senadores e 171 deputados.

 

Apesar da pressão pública, lideranças dos dois lados admitem reservadamente receio sobre o alcance da investigação.

 

A oposição aposta que a CPMI possa reduzir o desgaste envolvendo Flávio Bolsonaro. Parlamentares afirmam que a investigação pode atingir setores do governo Lula e nomes ligados ao PT da Bahia.

 

Já integrantes da base governista, que apesar de usarem o termo “Bolsomaster”, demonstram receio de que a investigação avance sobre aliados e órgãos federais.

 

O caso também já chegou ao STF. O ministro André Mendonça analisa mandados de segurança apresentados pelos deputados Kim Kataguiri e Lindbergh Farias para obrigar a instalação da CPMI.

 

Parlamentares avaliam que uma eventual comissão pode abrir uma frente de investigação de grandes proporções, alcançando fundos públicos, operações financeiras, autoridades e conexões políticas em diferentes partidos.

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