
O senador Flávio Bolsonaro elevou o tom hoje (21) no plenário do Senado ao defender a instalação imediata da CPMI do Banco Master e afirmar que a oposição pretende barrar o que chamou de “projeto de poder” do PT.
“Eu sou aquele que junto com as pessoas que estão aqui, nós o povo, vamos impedir o projeto de poder aqui nesse país”, declarou.
O parlamentar afirmou que não teme investigações e desafiou a esquerda a apoiar a criação da comissão parlamentar de inquérito.
“Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Urima sentado naquela CPMI, falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro e também qual é a relação que eles tinham com Lula, qual a relação que eles tinham com Alexandre de Moraes, porque eu não tenho nada a temer, eu não tenho nada a esconder”, disse.
Flávio também criticou parlamentares governistas por não assinarem os pedidos de investigação relacionados ao Banco Master.
“Vocês têm medo dessa CPMI, nenhum de vocês assinou, eu assinei todas”, afirmou.
Durante o discurso, o senador associou o governo Lula a escândalos de corrupção e voltou a citar mensalão, petrolão e as investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias do INSS.
“O escândalo do roubo dos aposentados do INSS, uma excrescência além de roubar a esperança da nossa juventude, mais uma vez o governo do PT roubando os nossos aposentados”, declarou.
O senador também mencionou o nome de Fábio Luís Lula da Silva e criticou mudanças na condução das investigações da Polícia Federal.
“Trocam o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha na mão grande. Imagina se fosse no governo Bolsonaro”, disse.
Ao defender sua relação com Daniel Vorcaro, Flávio afirmou que o investimento no filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro ocorreu antes das acusações contra o empresário.
“Do outro lado está o filme do presidente Bolsonaro, que recebeu um investimento privado de alguém que na época não tinha absolutamente nada que pudesse desabonar sua conduta”, afirmou.
O senador ainda direcionou críticas ao decreto do governo federal sobre redes sociais e moderação de conteúdo.
“É mais uma ofensiva contra a liberdade de expressão, é mais uma ameaça ao trabalho da imprensa”, declarou.
Flávio também afirmou que a oposição pretende combater facções criminosas e reduzir o custo de vida da população.
“Nós vamos libertar os brasileiros que hoje moram em áreas que são dominadas por narcotraficantes”, disse.
“O povo brasileiro precisa ter liberdade para voltar a conseguir encher um carrinho de compra e levar dignidade para dentro da sua casa”, completou.