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Caso Master: BC avalia mandado de segurança no STF para barrar acareação
Publicado em 29/12/2025 13:27
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Acareação coloca diretor do BC frente a frente com investigados no caso Master

O Banco Central (BC) avalia entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a participação de um de seus diretores na acareação determinada por Dias Toffoli no inquérito que investiga o Banco Master. A informação é da Folha de S. Paulo.

 

A audiência está marcada para amanhã (30), às 14h, mesmo durante o recesso do Judiciário.

 

No sábado (27), após pedido de esclarecimento do banco, o ministro do Supremo reafirmou a necessidade da acareação e da participação do diretor Aílton de Aquino (Fiscalização), embora tenha destacado que nem o BC nem Aquino figuram como investigados.

 

O BC havia solicitado que Toffoli esclarecesse se Aquino compareceria à audiência como testemunha, acusado ou “pessoa ofendida”. “Tendo em vista que o objeto da investigação tange a atuação da autoridade reguladora nacional, sua participação nos depoimentos e acareações entre os investigados é de especial relevância para o esclarecimento dos fatos”, afirmou o ministro no despacho.

 

 

Além de Aquino, Toffoli convocou Daniel Vorcaro, dono do Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), que apresentou proposta de compra do banco liquidado em março.

 

O formato da audiência coloca Vorcaro e Costa, investigados no caso, em confronto com Aquino, responsável pela fiscalização do Master e do BRB. A acareação foi determinada diretamente pelo ministro do STF, sem pedido prévio dos investigadores.

 

Segundo a Folha, Toffoli “teria indicado a integrantes de seu gabinete que pretende esclarecer o momento em que o Banco Central tomou conhecimento das suspeitas sobre as operações do Master, as medidas na fiscalização do mercado de títulos bancários e determinar eventuais responsáveis por falhas no processo”.

 

A Polícia Federal (PF) investiga fraudes envolvendo a negociação de venda do Master ao BRB e a emissão de títulos falsos, com prejuízos que podem chegar a R$ 12 bilhões.

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