
O empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais articuladores da “Farra do INSS”, negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). Ele está preso deste setembro de 2025 por envolvimento no esquema. A informação é da Revista Piauí.

Para conduzir o acordo, Camisotti contratou advogados ligados a ex-presidentes: Celso Vilardi, que atua para Jair Bolsonaro (PL), e Átila Pimenta Coelho Machado, defensor de Michel Temer. Ambos têm histórico com negociação de delações.
Segundo a revista, desde dezembro, “os advogados e os agentes da Polícia Federal têm feito reuniões, sempre por videoconferência” para tratar da delação. Até agora, foram mais de 10 encontros.
Neste momento, “os oficiais da PF estão concentrados em receber documentos sobre transferências e mensagens, além do organograma dos operadores dos desvios. Sobre a mesa, estão nomes de políticos, funcionários públicos, lobistas e advogados”.
Camisotti é considerado peça central no esquema ao lado de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ambos são investigados por operar descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.
O esquema, segundo investigações, causou prejuízo de R$ 6,3 bilhões a beneficiários do INSS, com cobranças não autorizadas diretamente na folha de pagamento.
De acordo com investigação da CPMI, a família Camisotti teria movimentado cerca de R$ 800 milhões em descontos irregulares.
A eventual delação ainda precisará ser homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso na Corte.
