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Tarcísio: ‘Nunca vou ter capacidade de julgar’ Flávio por deixar o Brasil
Publicado em 29/10/2026 12:43
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou ontem (28) que aconselhou Flávio Bolsonaro (PL) a permanecer no Brasil após a derrota na eleição presidencial de domingo (25). Apesar disso, disse ser “muito difícil julgar” a decisão dele de deixar o país. A declaração foi feita ao jornal O Estadão.

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Flávio deixou o Brasil após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar a apreensão de seu passaporte. O senador viajou aos EUA após entrar por terra na Argentina na noite do dia 27, embarcar em um avião particular, contornar o espaço aéreo brasileiro e fazer escala no Equador.

 

“O conselho que nós demos a ele, os advogados, eu, [Rogério] Marinho, as pessoas que estavam ali reunidas, foi que ficasse [no Brasil]. Mas é o que eu falo: eu não julgo a decisão que foi tomada porque é muito duro passar… ele está com o pai preso aí há quanto tempo?”, disse o governador na entrevista ao jornal.

 

 

Tarcísio se reuniu na segunda (26), um dia após o resultado das urnas, com Flávio e integrantes da campanha. Segundo o governador, ele e outros participantes orientaram o senador a defender a cassação da chapa do presidente Lula (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por abuso de poder político e econômico, em vez de questionar o resultado das urnas.

 

“Foi na reunião na casa dos advogados, quando a gente discutia, por exemplo, o próprio recado à nação, que foi a gravação daquele vídeo. Ali ele não fala mais que não vai reconhecer o resultado. Isso não cabe. Fala, por exemplo, que vai pedir a cassação, porque a cassação da chapa é algo normal. Você tem o remédio jurídico para isso. Se você entende, e eu entendo, que houve abuso de poder político e econômico, você tem uma forma de recorrer à justiça contra isso, que são as ações de investigação da justiça eleitoral. Isso acontece rotineiramente. Esses foram os conselhos: usa esse remédio jurídico e não fala que vai sair”, acrescentou o governador.

 

Tarcísio voltou a afirmar que não poderia “julgar” a decisão do senador de deixar o Brasil: “Foram lá pedir o passaporte dele. Ora, o que tem de concreto hoje contra ele? Pode ser que amanhã apareça um monte de coisa, mas a gente não sabe. Hoje não tem nada. E se não tem nada, por que pediram o passaporte? Houve uma intimidação. Uma pessoa que acabou de conquistar 60 milhões de votos, minutos depois da proclamação do resultado, já está sendo ali admoestado pela Polícia Federal, mas com que base? Essa é a pergunta. Eu nunca vou ter a capacidade de julgar porque a gente tem que sempre se colocar no lugar dos outros”.

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