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Flávio Bolsonaro recebe autorização para permanecer um ano nos EUA
Publicado em 29/10/2026 12:32
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu autorização para permanecer nos Estados Unidos por um ano, até 27 de outubro de 2027, segundo registros do sistema da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP, na sigla em inglês). O parlamentar chegou a Miami nesta quarta-feira (28), acompanhado da mulher e das duas filhas, após deixar o Brasil em meio a uma ordem judicial que determinava a entrega de seus passaportes e o proibia de sair do país.

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O registro migratório identifica a admissão pelo código “DT”, utilizado para uma autorização de entrada temporária, conhecida como parole. A medida permite a permanência pelo período estabelecido, mas não equivale à concessão de um visto. Até a última atualização das informações divulgadas, o governo americano ainda não havia especificado qual tipo de visto seria concedido à família.

 

A autorização foi registrada no próprio dia da chegada e tem validade até outubro de 2027. O mecanismo pode ser utilizado em situações humanitárias ou quando há benefício público significativo, e sua manutenção depende das condições estabelecidas pelas autoridades americanas.

 

 

A entrada nos Estados Unidos ocorreu apesar do cancelamento dos passaportes brasileiros do senador. A Polícia Federal informou que os documentos comum e diplomático de Flávio foram cancelados por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar havia sido intimado a entregar os passaportes, mas não cumpriu o prazo estabelecido.

 

Segundo as informações divulgadas sobre o deslocamento, Flávio utilizou um passaporte italiano para entrar na Argentina e embarcou com a família em um jatinho executivo com destino aos Estados Unidos. A aeronave fez uma escala em Guayaquil, no Equador, antes de pousar no aeroporto executivo de Opa-locka, em Miami. Já na entrada em território americano, o senador teria apresentado o passaporte diplomático brasileiro cancelado.

 

Na terça-feira (27), o Departamento de Estado dos Estados Unidos havia informado que permitiria a entrada de Flávio e de seus familiares e que concederia vistos aos quatro. Os registros migratórios divulgados posteriormente, no entanto, indicaram que a autorização concedida inicialmente foi temporária.

 

A saída do país ocorreu após decisão de Moraes no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro em um suposto esquema envolvendo empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz e plataformas de apostas. Flávio e Tomaz confirmam que são amigos, mas negam sociedade e qualquer irregularidade.

 

A Polícia Federal havia apontado risco de fuga ao solicitar medidas cautelares contra o senador. Entre os elementos mencionados estavam declarações públicas do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que defendeu que o irmão deixasse o Brasil caso perdesse a eleição, além da capacidade financeira e de estruturas no exterior que poderiam viabilizar uma permanência prolongada fora do país.

 

Flávio também é investigado em inquérito da Polícia Federal sobre possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

 

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