
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (20) que Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), e o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC), são os principais alvos da rede de perfis falsos denunciada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A declaração foi dada à imprensa após reunião com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
“Essa ação tem como alvos o pré-candidato Flávio Bolsonaro, o Tarcísio de Freitas e o Jorginho Mello. Coincidentemente, são três pessoas da direita no Brasil”, afirmou.
Segundo Marinho, a representação protocolada pela pré-campanha de Flávio não busca antecipar conclusões sobre quem estaria por trás da estrutura, mas permitir que a Justiça Eleitoral identifique os responsáveis.
“Nós não estamos antecipando o resultado da investigação. Queremos apenas que ela aconteça e que possamos identificar aqueles que estão por trás dessa ação criminosa, deliberada e planejada”, disse.
O senador afirmou que o partido defende o livre debate político, mas argumentou que o uso de perfis falsos para impulsionar conteúdos negativos viola as regras eleitorais.
“Uma coisa é o debate político. Nós defendemos a liberdade de expressão. Qualquer cidadão tem o direito de ocupar as redes sociais e manifestar sua opinião. O que nos causa espécie é que pessoas estejam escondidas, atuando de forma encoberta e criminosa”, declarou.
Marinho ressaltou que a legislação eleitoral proíbe o impulsionamento pago de conteúdos negativos contra candidatos.
“Há uma proibição expressa para o impulsionamento de matérias negativas, além de mentirosas e falaciosas. Como alguém pode se defender de quem não conhece? É um debate unilateral que vicia o processo eleitoral”, afirmou.
O parlamentar também explicou que a investigação foi realizada com base em informações públicas disponíveis na biblioteca de anúncios da Meta e que, a partir deste ponto, caberá à Justiça Eleitoral determinar as diligências necessárias.
“Nós não pedimos investigação da Polícia Federal. Estamos buscando o nosso direito junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Caberá à Justiça definir quais instrumentos utilizar para esclarecer os fatos”, disse.
Questionado sobre a decisão de Flávio Bolsonaro de abrir mão da escolta da Polícia Federal durante a campanha, Marinho afirmou que a medida não representa desconfiança na instituição.
“Foi uma decisão estratégica da campanha. Nós não acreditamos que a Polícia Federal seja uma instituição viciada. Entendemos apenas que algumas situações precisam ser esclarecidas”, afirmou.
Na ação apresentada ao TSE, a pré-campanha pede a remoção de anúncios considerados irregulares e solicita que a Meta forneça informações técnicas, como endereços de IP, dados cadastrais e registros de pagamento, para identificar os administradores dos perfis investigados. Segundo o levantamento apresentado à Corte, a estrutura teria impulsionado milhares de anúncios políticos patrocinados nas redes sociais entre março e junho deste ano.
