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Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil
Publicado em 22/06/2026 11:16
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Os cubanos lideraram os pedidos de refúgio no Brasil em 2025 e ultrapassaram os venezuelanos, que ocuparam o topo do ranking por anos consecutivos. Os dados são do estudo Refúgio em Números 2026, elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

refúgio refugiados

 

O levantamento foi divulgado na manhã desta segunda-feira (22) em evento relacionado ao Dia Mundial do Refugiado, celebrado no sábado (20).

 

Ao todo, o Brasil registrou 75.599 solicitações de refúgio em 2025, alta de 10,9% em relação ao ano anterior. O volume é o terceiro maior da série histórica, atrás apenas de 2018 e 2019.

 

 

“O volume de solicitações verificado para o ano de 2025 deve ser compreendido no contexto de retomada de fluxos em direção ao Brasil já verificado anteriormente para os anos de 2022 (50.355), 2023 (58.628) e 2024 (68.159), após um período de maiores restrições à mobilidade humana internacional em decorrência das ações impostas em virtude da pandemia de Covid-19”, diz o estudo.

 

Os cubanos responderam por 41.919 pedidos, o equivalente a 55,4% do total. O número representa crescimento de 88,1% em relação a 2024. A Venezuela ficou em segundo lugar, com 21.233 solicitações. Em seguida aparecem Colômbia (1.432), Angola (1.253), Marrocos (888) e Gana (792).

 

O relatório aponta que Cuba enfrenta crise econômica agravada e tensões externas, enquanto a Venezuela segue sob impacto da crise política e econômica prolongada.

 

Desde janeiro de 2026, o governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, passou a impor restrições ao petróleo exportado da ilha, o que ampliou os efeitos da crise energética em Cuba.

 

Entre os venezuelanos, o Brasil recebeu 21.233 solicitações em 2025. Colombianos somaram 1.432 pedidos.

 

No recorte regional, 52,4% das decisões de refúgio foram concentradas na região Norte. Roraima liderou com 16.166 registros, seguida por Amapá (6.372) e Amazonas (2.445).

 

A maior parte dos pedidos atendidos pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) foi classificada como decorrente de violação generalizada de direitos humanos, com destaque para venezuelanos.

 

 

Homens representam 55,9% dos solicitantes, contra 44% de mulheres. A faixa etária predominante é de 25 a 40 anos. Entre cubanos, o perfil é diferente: 67,8% têm mais de 60 anos.

 

O Conare, vinculado ao Ministério da Justiça, é responsável pela análise dos pedidos de refúgio no país. Em casos de países com reconhecimento de violação generalizada de direitos humanos, o trâmite é simplificado.

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