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Deolane e Marcola são denunciados por esquema de lavagem de dinheiro
Publicado em 11/06/2026 12:24
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou seis pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro do PCC. Entre os denunciados estão a advogada e influencer lulista Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do grupo narcoterrorista.

 

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo mantinha uma estrutura financeira “voltada à dissimulação e à reinserção na economia formal dos recursos ilícitos obtidos pela facção criminosa”.

 

O esquema, segundo o MPSP, teria operado entre 2018 e 2025 por meio de uma empresa de transportes administrada pelo empresário Ciro Cesar Lemos, já condenado por organização criminosa.

 

 

De acordo com a investigação, Lemos recebia ordens de Marcola e de seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, apontado como outra liderança do grupo narcoterrorista, para repassar rendimentos aos demais integrantes da rede.

 

O grupo também seria composto pelo operador financeiro Everton de Sousa e pelos filhos de Alejandro, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho. Segundo o Gaeco, Leonardo e Paloma estão foragidos no exterior.

 

Ainda de acordo com os promotores, a lulista Deolane recebia depósitos fracionados provenientes da transportadora do PCC e ocultava a origem dos recursos por meio de contas próprias.

 

“A acusada planejava, segundo a investigação, reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes do PCC. Sousa supervisionava prestações de contas e o fluxo de valores como operador intermediário. Já Paloma e Leonardo recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do pai, cabendo a Paloma orientar Lemos sobre a distribuição dos valores, a partir de informações repassadas por Alejandro”, afirmou o Gaeco.

 

Deolane permanece presa e teve um pedido de habeas corpus negado pela Justiça na última terça (09). Já Marcola está preso desde 1999, enquanto Alejandro cumpre pena desde 2006.

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