
O Exército Brasileiro prendeu nesta manhã (10) três dos sete militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no núcleo 4 da suposta “trama golpista”. As ordens de prisão foram determinadas por Alexandre de Moraes, relator do caso.
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Foram detidos o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida.
Como são militares, eles cumprem prisão sob custódia do próprio Exército, em unidades militares, e não em presídios comuns. Nesses casos, a responsabilidade pela detenção é da Força, e não da Polícia Federal (PF).
A PF ficará encarregada de prender os demais condenados que não são militares, que deverão ser encaminhados ao sistema prisional civil.
Os réus do núcleo 4 foram condenados pelo STF em 21 de outubro do ano passado. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo usou a estrutura da Abin para monitorar adversários políticos e disseminar “informações falsas” contra o processo eleitoral, instituições e autoridades.
Ao todo, sete pessoas foram condenadas no núcleo. Além dos três já presos, integram a lista:
Reginaldo Abreu, coronel do Exército, considerado foragido;
Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal, preso desde 2024 e já cumprindo pena definitiva;
Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército;
Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, também considerado foragido.