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PT aposta em ex-BBBs para eleição à Câmara
Publicado em 09/04/2026 13:08
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O PT tem uma das maiores bancadas na Câmara dos Deputados e vai recorrer a nomes tradicionais do partido como aposta principal na eleição deste ano.

 

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A lista inclui o ex-ministro José Dirceu, cujas condenações por corrupção na Lava Jato foram anuladas pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2024. Dirceu chegou a ser condenado a 23 anos de prisão, acusado de ligação com um esquema de corrupção na Petrobras. Antes, teve o mandato cassado e ficou preso por condenação no escândalo do mensalão.

 

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, condenado a seis anos e quatro meses de prisão no caso do mensalão, também deve ser candidato. Ele obteve perdão de pena em 2016.

 

 

Antes da janela partidária, período em que deputados podem trocar de partido sem perder o mandato, a federação liderada pelo PT, junto com PV e PCdoB, contava com 82 deputados.

 

Segundo apuração, a federação tem mais de 60 nomes escolhidos para serem pré-candidatos neste ano em São Paulo. O ex-deputado Jean Wyllys (BBB 05) e o presidente nacional do partido, Edinho Silva, estão entre eles.

 

Os vereadores Roberto Trípoli (PV), ex-deputado estadual, e Nabil Bonduki (PT), arquiteto com outras duas passagens pela Câmara Municipal, devem disputar vaga na Câmara dos Deputados pela primeira vez.

 

Entre as tentativas de renovação, o PT aposta na vereadora Luna Zarattini, que teve a sétima maior votação na eleição paulistana de 2024, e em Lucas Penteado, participante do BBB 21. Aos 29 anos, ele é o mais jovem da lista.

 

Entre os pré-candidatos, 18 disputaram a eleição de 2022 e voltarão às urnas. Tentam a reeleição:

 

Alencar Santana (PT)

Alfredinho (PT)

Arlindo Chinaglia (PT)

Carlos Zarattini (PT)

Jilmar Tatto (PT)

Juliana Cardoso (PT)

Kiko Celeguim (PT)

Nilto Tatto (PT)

Paulo Teixeira (PT)

Rui Falcão (PT)

Orlando Silva (PCdoB)

 

Pedro Tourinho (PT) e Vicentinho (PT), eleitos suplentes em 2022, atualmente exercem mandato e também devem disputar.

 

Eleito deputado federal em 2022, o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), optou por permanecer no cargo e não disputará a eleição. Ele deve coordenar a campanha à reeleição do Lula nas regiões Sudeste e Norte.

 

O prazo para desincompatibilização de cargos terminou em 4 de abril. Ao todo, 18 ministros deixaram o governo para disputar as eleições.

 

Entre eles, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deve concorrer ao governo de São Paulo, além de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), pré-candidatas ao Senado.

 

O mesmo movimento ocorreu entre governadores, com 11 deixando seus cargos dentro do prazo eleitoral.

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