
A articulação em torno da tentativa de arrefecer a resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), à indicação de Jorge Messias a uma cadeira no STF conta com ministros da própria corte, incluindo os dois nomeados por Jair Bolsonaro (PL): André Mendonça e Kassio Nunes Marques, segundo apuração da Folha.
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Os magistrados mantiveram conversas com parlamentares nos últimos meses em um trabalho de convencimento, sobretudo junto à oposição. Ambos passaram a atuar em favor de Messias desde a indicação, com maior protagonismo de Mendonça.
A avaliação entre interlocutores é que o ambiente no Senado melhorou ao longo do período, com avanço na aceitação do nome do atual advogado-geral da União.
O presidente Lula enviou oficialmente a indicação ao Senado nesta quarta-feira (1º). O envio foi adiado por meses em meio a impasse político envolvendo Alcolumbre, que defendia outro nome para a vaga.
Segundo aliados, Messias já conversou com 75 dos 81 senadores e deve retomar contatos para consolidar apoio, incluindo tentativa de diálogo direto com o presidente do Senado.
Ministros do Supremo têm argumentado junto a parlamentares que a Corte opera com um integrante a menos desde a saída de Luís Roberto Barroso, o que pode gerar empates em julgamentos e acúmulo de processos.
Kassio Nunes Marques e André Mendonça intensificaram a interlocução com senadores da oposição. Outros ministros, como Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, também participaram das conversas.
Durante as articulações, magistrados destacaram o perfil de Messias, sua atuação institucional e capacidade de diálogo político. Também relataram preocupações de parlamentares com a posição de Alcolumbre sobre a tramitação da indicação.
A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça depende de decisão do presidente do Senado. Até o momento, não há data definida.