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Coaf: Deputados do PP pagaram faturas do cartão de crédito de Ciro Nogueira
Publicado em 18/03/2026 12:19
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O senador Ciro Nogueira (PP-PI) teve faturas de cartões de crédito pagas por dois deputados federais do Progressistas, partido que preside. Os dados constam em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e foram revelados pelo site g1.

 

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O relatório aponta pagamentos feitos em 2024 por Átila Lira (PP-PI) e Júlio Arcoverde (PP-PI), aliados políticos do senador, somando cerca de R$ 17 mil.

 

As informações integram Relatório de Inteligência Financeira (RIF) sobre a BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank. A fintech é apontada pela Polícia Federal (PF) como um dos núcleos financeiros usados pelo PCC para lavar dinheiro. Segundo a Receita, o crime organizado movimentou R$ 46 bilhões por meio da plataforma.

 

 

O nome de Ciro aparece no documento após o envio de R$ 12.297,92 para contas da fintech. A Caixa classificou o comportamento da conta do senador como “inusitado”. A análise considerou movimentações entre janeiro e junho de 2024.

 

Procurado pelo g1, Ciro Nogueira chamou os questionamentos sobre o caso de “absurdo” e disse que não vai responder sobre o tema.

 

Em 4 de junho de 2024, Átila quitou um boleto de R$ 3.457,00 referente a cartão do BRB em nome do senador. Ao g1, negou o pagamento: “Essa informação não é verdadeira. Nunca houve pagamento por minha parte de fatura de cartão de crédito de ninguém. Nem a da minha esposa”.

 

Em 19 de junho, outra fatura, de R$ 13.693,54, foi paga por Júlio Arcoverde. Ao portal, ele afirmou que a despesa pode estar ligada a compras feitas por Ciro durante viagens: “Tem que saber dele. Se ele consegue resgatar isso daí. Ás vezes ele viaja e eu peço algum remédio, alguma coisa, e aí ele passa o cartão para eu fazer o pagamento”.

 

No mesmo mês, Ciro quitou uma fatura de R$ 120.839,96 junto ao BRB, banco envolvido no caso Master.

 

A Caixa também apontou movimentações incompatíveis com o patrimônio, atividade econômica ou ocupação de Ciro, além de operações que podem indicar tentativa de ocultar origem ou destino de recursos.

 

O relatório lista ainda transferências para pessoas politicamente expostas sem justificativa econômica e operações internacionais fora do padrão.

 

 

Em junho, o senador recebeu R$ 25.821,19 em dólares de um condomínio em Miami Beach, nos EUA. O local está ligado a imóvel de Daniel Vorcaro, dono do Master. A transação foi classificada como “doação ou transferência sem contrapartida”.

 

O Coaf destaca que os pagamentos foram feitos por pessoas politicamente expostas e cita que o filho de Júlio Arcoverde trabalha no gabinete de Ciro desde 2020.

 

A legislação permite pagamento de obrigações por terceiros. No entanto, a Lei de Lavagem de Dinheiro prevê crime quando há ocultação da origem de recursos. No caso de agentes públicos, normas também tratam de vantagem indevida e corrupção passiva, ainda que indireta.

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