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Petistas barram convocação de ex-colaborador do “Careca do INSS” na CPMI
Publicado em 12/03/2026 13:30
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A base do governo petista na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, na manhã desta quinta-feira (12), o requerimento que pedia a convocação de Edson Claro Medeiros Júnior para prestar depoimento ao colegiado.

 

CPMI do INSS convoca ex de Vorcaro e rejeita ouvir amiga de Lulinha

O pedido solicitava a oitiva do ex-colaborador de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores do esquema de fraudes contra aposentados.

 

O requerimento previa que Edson Claro fosse ouvido como testemunha sobre sua relação com o grupo investigado e sobre informações apresentadas às autoridades.

 

 

Durante a sessão, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) defendeu a aprovação do requerimento e citou ameaças que, segundo relatos, teriam sido feitas contra Edson Claro.

 

“Se você não me entregar os aparelhos e abrir a boca, eu vou meter uma bala na sua cabeça”, afirmou o parlamentar ao reproduzir a frase atribuída ao “Careca do INSS” contra o ex-colaborador.

 

 

Veja o painel de votação na CPMI. Foto: Reprodução

Van Hattem também criticou a rejeição da convocação e afirmou que a comissão deixava de ouvir uma pessoa que relatou ameaças e que poderia contribuir com as investigações.

 

“Olha, senhor presidente, o Edson Claro foi ameaçado de morte pelo careca do INSS”, declarou.

 

O deputado também mencionou que um requerimento anterior para convocar Edson Claro havia sido apresentado em setembro e posteriormente rejeitado na comissão.

 

Segundo ele, a decisão ocorreu após a divulgação de reportagens que relataram as ameaças atribuídas ao empresário investigado.

 

“Vou repetir aqui: se você não me entregar os aparelhos e abrir a boca, eu vou meter uma bala na sua cabeça”, afirmou o parlamentar durante o discurso.

 

Van Hattem afirmou ainda que a convocação permitiria esclarecer fatos relatados em investigações sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias.

 

Edson Claro aparece nas investigações da fraude bilionária contra aposentados do INSS como ex-funcionário e aliado próximo de Antônio Carlos Camilo Antunes.

 

Ele prestou depoimentos à Polícia Federal relatando o funcionamento de negócios ligados ao grupo investigado e alegou ter procurado as autoridades após temer retaliações.

 

Nos depoimentos, também afirmou que o empresário transportava dinheiro em espécie para pagamento de propina e descreveu operações financeiras ligadas ao grupo.

 

A CPMI do INSS apura suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias e a atuação de intermediários, entidades e empresas em operações relacionadas aos benefícios previdenciários.

 

A rejeição do requerimento ocorreu após votação no colegiado, com maioria contrária à convocação do ex-colaborador.

 

Veja como cada parlamentar votou na CPMI

❌ NÃO

Randolfe Rodrigues (PT-AP)

Eliziane Gama (PSD-MA)

Humberto Costa (PT-PE)

Meire Serafim (União-AC)

Átila Lira (PP-PI)

Ricardo Maia (MDB-BA)

Patrus Ananias (PT-MG)

Rogério Correia (PT-MG)

Alencar Santana (PT-SP)

Dagoberto Nogueira (PSDB-MS)

Paulo Pimenta (PT-RS)

Pedro Uczai (PT-SC)

Max Lemos (PDT-RJ)

✅ SIM

Styvenson Valentim (Podemos-RN)

Jorge Kajuru (PSB-GO)

Izalci Lucas (PL-DF)

Magno Malta (PL-ES)

Rogério Marinho (PL-RN)

Damares Alves (Republicanos-DF)

Coronel Chrisóstomo (PL-RO)

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)

Adriana Ventura (Novo-SP)

Alfredo Gaspar (União-AL)

Marcel Van Hattem (Novo-RS)

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