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PF abre inquérito após tentativa de suicídio de “Sicário” de Vorcaro
Publicado em 05/03/2026 12:38
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A Polícia Federal abriu nesta manhã (5) um inquérito para apurar as circunstâncias da custódia de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, preso na Operação Compliance Zero.

 

Segundo nota da corporação, Mourão “atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais”.

 

 

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a movimentação no local foi registrada por câmeras de segurança.

 

“Toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”, declarou.

 

A PF informou que comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), e que enviará os registros em vídeo para análise.

 

Mourão foi levado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após o episódio.

 

Defesa diz que ele estava bem horas antes

Em nota, a defesa de Mourão afirmou que esteve com ele no mesmo dia, antes do ocorrido.

 

Segundo os advogados, o investigado estava em condições normais quando foi visitado.

 

“Esteve pessoalmente com ele durante o dia, até por volta das 14h, quando ele se encontrava em plena integridade física e mental.”

 

Os defensores também disseram que tomaram conhecimento do incidente apenas após a divulgação da nota da Polícia Federal.

 

A defesa informou ainda que acompanha o caso no hospital.

 

“Acompanha os fatos e se encontra no Hospital João XXIII. Porém, até este momento, não há qualquer confirmação sobre o estado de saúde de Luiz Phillipi.”

 

Papel na Operação Compliance Zero

Luiz Phillipi Mourão foi preso na quarta-feira (4) durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

 

Na mesma operação também foi preso o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado nas investigações como chefe da organização.

 

 

Segundo a Polícia Federal, Mourão exercia papel central no grupo investigado e seria responsável por executar ordens de monitoramento de alvos, coleta de informações e acesso a bases de dados.

 

O relatório da investigação também menciona conversas entre Vorcaro e Mourão que indicariam uma “dinâmica violenta” nas atividades do grupo.

 

Os investigadores apontam ainda indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como pagamento por “serviços ilícitos”.

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