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Guerra de EUA e Israel contra Irã chega ao 3º dia com impacto em 15 países
Publicado em 02/03/2026 11:07
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O confronto entre EUA e Israel contra o Irã chega ao 3º dia nesta segunda-feira (03), após um fim de semana de bombardeios e mortes de integrantes importantes do regime iraniano. Ao menos 15 países foram impactados pelos iraniano, e a expectativa é de o conflito continue nos próximos dias.

 

Na madrugada de hoje, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou que o país não negociará com os EUA, contradizendo o presidente norte-americano Donald Trump, que havia sinalizado possibilidade de diálogo com os iranianos.

 

A escalada entre os países começou no sábado (28), com um ataque coordenado de EUA e Israel que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em resposta, Teerã lançou ofensivas contra bases militares americanas no Oriente Médio.

 

 

Segundo a mídia estatal iraniana, os ataques deixaram ao menos 555 mortos e mais de 700 feridos no Irã. Em Israel, 9 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas após um bombardeio atingir um prédio residencial.

 

A retaliação iraniana alcançou 13 países além de Israel e EUA: Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Jordânia, Omã, Síria, Chipre, França, Itália e Reino Unido.

 

Nos Emirados Árabes Unidos, três pessoas morreram. O Kuwait confirmou uma morte. No Bahrein, destroços de um míssil interceptado mataram um trabalhador.

 

Os EUA confirmaram quatro militares mortos em um ataque ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. No domingo, Trump declarou que “possivelmente” novas mortes devem ocorrer e prometeu vingança. Ele afirmou ainda que as operações continuarão até que “todos os objetivos sejam atingidos”.

 

Em relação a França, Itália e Reino Unido, o Irã mirou bases aéreas e navais desses países instaladas em territórios do Oriente Médio.

 

Khamenei e outras figuras imporantes mortas nos ataques

Além de Khamenei, morreram a filha, o genro e o neto do líder supremo, segundo a imprensa iraniana. Também foram mortos o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, atingidos durante reunião do Conselho de Defesa.

 

O chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e o ex-secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamkhani, também morreram nos bombardeios dos EUA e Israel, assim como o chefe de Inteligência da polícia nacional, Gholamreza Rezaian.

 

A morte de Khamenei gerou protestos e comemorações dentro e fora do Irã. O regime ditatorial já iniciou o processo de sucessão com a nomeação do aiatolá interino Alireza Arafi como membro jurista do Conselho dos Guardiões.

 

Arafi divide o comando provisório com o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, até a escolha do novo líder. O chanceler Abbas Araqchi afirmou que a definição deve ocorrer em “um ou dois dias”.

 

A crise envolvendo Irã se arrasta há meses. Em junho do ano passado, Washington lançou a Operação Martelo da Meia-Noite contra instalações nucleares iranianas. Desde então, Trump tentou negociar garantias de que Teerã não desenvolveria armas nucleares.

 

Sem acordo, os EUA promoveram a maior mobilização militar no Oriente Médio desde 2003. O Irã prometeu reagir a qualquer ofensiva. Há décadas, EUA e Israel acusam Teerã de buscar uma bomba atômica, o que o regime nega.

 

 

A tensão entre os EUA e o Irã aumentou após a morte de centenas de manifestantes em protestos contra Khamenei e a crise econômica no início do ano. Trump chegou a defender que o povo iraniano tomasse o poder.

 

Em fevereiro, novos atos foram registrados, desta vez liderados por estudantes. O regime de Khamenei advertiu que não toleraria excessos.

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