
A votação de ontem (26) da CPMI do INSS, que resultou na quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e na aprovação de requerimentos envolvendo o Banco Master, Augusto Lima e a CredCesta, foi marcada por polêmica e terminou em tumulto provocado por parlamentares petistas.
Após a proclamação do resultado, deputados da base do governo Lula (PT) questionaram a contagem e o formato da votação. Os pedidos foram analisados em votação simbólica e em bloco. Pelo rito adotado, os favoráveis permaneceram sentados e os contrários se levantaram para se manifestar.
Durante a sessão, o presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a votação conjunta foi solicitada pelo próprio governo com base regimental. O quórum foi aferido pelo painel eletrônico, que registrou 31 parlamentares presentes.
Ao todo, 14 parlamentares da base se posicionaram contra os requerimentos. O número, porém, não foi suficiente para barrar as propostas. Com 31 presentes, seriam necessários ao menos 16 votos contrários para rejeitar o bloco.
Em votações simbólicas, contam-se apenas os votos contrários. Como não houve maioria contra, os requerimentos foram aprovados.
Na social X, Viana divulgou vídeo explicando a votação de “simples e direta”, de um jeito que “até uma criança entende”:
Logo após a aprovação dos requerimentos e o fim da 1ª parte da sessão, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Paulo Pimenta (PT-RS) acionaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para anular a quebra de sigilo de Lulinha pela comissão.
Correia e Pimenta defendem a anulação da votação. Já Randolfe quer invalidar toda a sessão da CPMI do INSS de hoje. Eles alegam “fraude” e “golpe” pela presidência da CPMI.
