
O governo Lula (PT) pagou R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a 1ª semana de fevereiro. Esse é o maior valor liberado em emendas para o período desde o início da série histórica, em 2016.
O desembolso recorde ocorre em ano eleitoral e acompanha a promessa do Planalto de acelerar a liberação de recursos indicados por deputados e senadores.
O montante supera mais que o dobro dos R$ 634,5 milhões pagos no mesmo intervalo do ano passado, em valores corrigidos pela inflação. Até então, o maior volume havia sido registrado em 2021, com cerca de R$ 770 milhões.
O levantamento é do jornal Folha de S.Paulo, com base em dados do painel Siga Brasil, da Consultoria de Orçamentos do Senado, e considera pagamentos realizados entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro. Os valores se referem a emendas apresentadas em anos anteriores e inscritas em restos a pagar.
Para 2026, ano de eleições em outubro, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determina que o governo Lula quite 65% das emendas individuais e de bancadas estaduais até o fim de junho. A regra foi incluída pelo Congresso para garantir a liberação de recursos às bases eleitorais antes do pleito.
Emendas destinadas a obras que tenham tido a liberação iniciada antes do período eleitoral podem continuar sendo pagas após esse prazo. O dispositivo foi incluído no Orçamento a contragosto do governo petista, mas o calendário de pagamentos foi mantido para evitar crise com o Congresso.
