
Para o senador, Alexandre de Moraes pratica “justiçamento” contra ex-presidente
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a decisão de Alexandre de Moraes de transferir Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha em vez de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente. Segundo o parlamentar, o ministro do STF pratica “justiçamento” e não “justiça”.
Para Marinho, a decisão de Moraes “escancara” que “traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por crime impossível”.
O senador também afirmou, em nota divulgada ontem (15) nas redes sociais, que o ministro do STF “ignorou desde o início do processo garantias básicas: juiz natural, devido processo legal, contraditório e ampla defesa”.
“Por mais que a nova prisão seja mais ampla que a atual, com idade e comorbidades que tem, Bolsonaro deveria estar em prisão domiciliar”, declarou o líder da oposição.
Marinho acrescentou que, “como capitão da reserva”, Bolsonaro deveria receber outro tipo de custódia, como “prisão militar”. “Se essa condução arbitrária continuar, qualquer dano a Bolsonaro, a exemplo do que houve com Clezão, será responsabilidade direta da Justiça”, afirmou.
“Isso não é justiça. É arbítrio”, finalizou o senador.
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA:
“O que se faz contra o presidente Jair Bolsonaro não é justiça. É justiçamento.
O ministro Alexandre de Moraes ignorou desde o início do processo garantias básicas: juiz natural, devido processo legal, contraditório e ampla defesa. A transferência para a Papudinha escancara o abuso: traficantes e assassinos recebem tratamento mais humano do Estado do que um homem preso por crime impossível.
Por mais que a nova prisão seja mais ampla que a atual, com idade e comorbidades que tem, Bolsonaro deveria estar em prisão domiciliar. Como capitão da reserva, no limite, em prisão militar. Se essa condução arbitrária continuar, qualquer dano a Bolsonaro, a exemplo do que houve com Clezão, será responsabilidade direta da Justiça.
Isso não é justiça. É arbítrio”.