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Portugal: André Ventura disputará 2º turno das eleições presidenciais contra socialista
Publicado em 19/01/2026 13:48
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Eleição decisiva está marcada para 8 de fevereiro

Portugal terá 2º turno nas eleições presidenciais pela 1ª vez em cerca de 40 anos. A definição ocorreu neste domingo (18), após a apuração dos votos do 1º turno, que levou cerca de 11 milhões de eleitores às urnas. O próximo pleito está marcado para 8 de fevereiro.

 

Disputarão o 2º turno: André Ventura, líder do partido de direita Chega, e o socialista António José Seguro. Seguro ficou em 1º lugar, com 31,07% dos votos válidos, seguido por Ventura, que obteve 23,55%.

 

Nenhum candidato alcançou os mais de 50% necessários para vencer ainda no primeiro turno.

 

Aos 63 anos, António José Seguro é ex-presidente do Partido Socialista. Ele deixou a vida política após perder a liderança da legenda, em 2014, para António Costa, atual primeiro-ministro. Seguro lançou sua candidatura à Presidência em junho do ano passado.

 

Atualmente, o socialista atua como empresário nos setores de turismo, agricultura e produtos alimentares. É formado em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa e possui mestrado em Ciência Política pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa.

 

Já André Ventura, de 42 anos, é fundador e líder do Chega, partido que se consolidou como a 2ª maior força parlamentar do país em 2025. Ex-comentarista esportivo, Ventura ganhou projeção com discurso centrado no combate à corrupção e à imigração irregular.

 

Ventura se define como “liberal na economia e conservador nos costumes”. O líder do Chega já recebeu apoio público do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) e de seus filhos em eleições legislativas portuguesas. O político também já fez críticas a Lula (PT), a quem chamou, em diversas ocasiões, de “ladrão”.

 

Portugal adota um sistema semipresidencialista, no qual o primeiro-ministro exerce a chefia do governo e o presidente da República atua como chefe de Estado. Diferentemente das eleições legislativas, em que os eleitores votam em partidos, as eleições presidenciais são disputadas por candidaturas individuais, ainda que possam receber apoio formal das legendas.

 

Embora não concentre o poder Executivo, o presidente do país europeu tem atribuições relevantes, como nomear o primeiro-ministro, promulgar ou vetar leis, convocar referendos, comandar as Forças Armadas e representar o país no exterior.

 

O chefe de Estado também pode demitir o governo, além de dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições.

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