
Mais da metade dos venezuelanos aprova a ação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela. É o que indica a pesquisa Latam-Wide, divulgada nesta quarta-feira (14) pela AtlasIntel.
Questionados sobre a atuação dos EUA após acusações ligadas ao narcotráfico, 57,7% dos venezuelanos disseram apoiar a operação determinada pelo presidente Donald Trump. Outros 20,9% afirmaram desaprovar a medida, enquanto 21,4% disseram não saber ou preferiram não responder.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 11 de janeiro, com 11.285 entrevistados em países da América Latina e entre latinos residentes nos Estados Unidos e no Canadá. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para a Venezuela e de um ponto percentual para os demais países.
A pesquisa também segmentou os resultados entre venezuelanos que vivem no país e os que residem no exterior. Entre os moradores da Venezuela, 46,7% aprovam a operação. Entre os migrantes, o apoio sobe para 90,8%.
No conjunto dos países pesquisados, 63% dos entrevistados disseram ser favoráveis à prisão de Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos. Outros 29,9% se posicionaram contra.
Ao avaliar se a operação pode contribuir para o restabelecimento da democracia na Venezuela, 54,9% dos latino-americanos afirmaram acreditar que a intervenção liderada por Trump pode ter efeitos positivos. Já 29,2% discordaram. Para 8,3%, o país já seria democrático, enquanto 7,6% não souberam responder.
A pesquisa também mediu a reação às declarações de Trump sobre o interesse dos EUA em explorar economicamente recursos venezuelanos. Para 51,5% dos entrevistados, as falas não são negativas e poderiam gerar benefícios ao país. Em sentido oposto, 41,6% afirmaram que as declarações devem ser condenadas, por indicarem exploração da Venezuela.
Outro dado mostra que 45,4% discordam de líderes internacionais que condenaram a ação americana sob o argumento de violação da soberania venezuelana. Para esse grupo, a soberania estaria associada à derrubada do que classificam como um regime ditatorial.
A operação militar ocorreu no sábado (3) e resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após ação de grande escala em território venezuelano. Segundo o anúncio oficial dos EUA, a retirada do casal do país foi realizada por forças americanas, após a ofensiva conduzida por unidade de elite do Exército dos Estados Unidos.