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Esquerda recua e direita assume protagonismo de CPMI do Master
Por Silvio Cassiano - SiCa
Publicado em 06/01/2026 13:39
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Pedido já atingiu quórum para instalação, mas parlamentares temem possível “blindagem”

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master não contou com o alinhamento da esquerda, com exceção da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), a única parlamentar progressista a apoiar a investigação.

 

O requerimento, impulsionado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição na Câmara, atingiu as 229 assinaturas — sendo 196 de deputados e 33 de senadores. Para ser instalada, a CPMI exige o apoio de um terço dos membros de cada Casa Legislativa, ou seja, 171 deputados e 27 senadores.

 

O próximo passo é a análise do pedido pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que será responsável por designar o relator da comissão.

 

Em entrevista ao portal Cláudio Dantas, Jordy antecipou que há uma expectativa de que, para que as investigações avancem, possa haver uma “blindagem”, inclusive por parte de Alcolumbre.

 

 

“Nunca antes na história uma CPMI foi barrada. Mas estou falando de uma conjetura, uma especulação, até mesmo pela gravidade do que estamos tratando. É algo realmente muito grave [o caso do Banco Master], envolvendo pessoas muito grandes”, afirmou.

 

No pedido de criação da CPMI, Jordy argumenta que, embora as investigações criminais em curso sejam essenciais, elas não são suficientes para abranger todas as dimensões do caso. O documento também prevê que a comissão seja composta por 30 integrantes, sendo 15 deputados e 15 senadores, com prazo inicial de 180 dias, prorrogáveis.

 

O Banco Master foi desarticulado pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, que revelou um esquema de fraudes financeiras estimado em R$ 12 bilhões. Agora em liquidação, o banco é acusado de emitir títulos sem lastro e operar com empresas de fachada, além de manter vínculos com agentes públicos e privados.

 

A CPMI também investigará o contrato milionário de Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, que atuou como advogada do Banco Master. O valor do contrato, que totaliza R$ 131 milhões, tem gerado controvérsias devido à falta de transparência e aos detalhes sobre sua execução. O ministro, por sua vez, nega qualquer envolvimento direto no caso.

 

 

Atualmente, as investigações estão em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.

 

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