
De acordo com ONGs, ditadura socialista veneuelana ainda mantém 900 presos políticos
A ditadura socialista da Venezuela anunciou a soltura de 88 presos políticos detidos após protestos contra a vitória fraudulenta do autocrata Nicolás Maduro nas eleições de 2024.
A decisão foi tomada ontem (1º), em meio ao aumento da pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o regime chavista.
Após o pleito de 2024, Maduro ordenou uma repressão violenta contra opositores que rejeitaram o resultado que lhe garantiu um 3º “mandato” de 6 anos. A oposição divulgou dados que apontam a derrota do socialista.
A ofensiva da ditadura bolivariana deixou ao menos 28 mortos e resultou na prisão de cerca de 2.400 manifestantes, incluindo dezenas de menores de idade. Desde então, mais de 2 mil pessoas já foram libertadas.
O Ministério da Justiça venezuelano afirmou que os 88 libertados haviam sido presos “por crimes cometidos durante ações violentas de grupos extremistas”. Entidades de direitos humanos já haviam informado a soltura de ao menos 87 detidos.
Em 25 de dezembro, a Venezuela anunciou a soltura de outros 99 prisioneiros, classificada pelo regime como “uma expressão concreta do compromisso do Estado com a paz, o diálogo e a justiça”.
Maduro insiste que não há presos políticos no país, mas sim presos por tentar desestabilizar o Estado.
ONGs venezuelanas estimam que cerca de 900 presos políticos ainda permaneçam detidos, incluindo opositores presos antes das eleições.
Nos últimos meses, Maduro passou a adotar um discurso mais conciliador diante da ameaça de invasão dos EUA no país. Trump acusa o regime venezuelano de envolvimento com narcoterrorismo.
Desde agosto, Washington intensificou a pressão com o envio de uma força naval ao Caribe, ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas, apreensão de navios petroleiros sob sanções e fechamento parcial do espaço aéreo venezuelano.
Nesta semana, Trump anunciou a destruição de um porto dentro da Venezuela, usado para operações do narcotráfico. Esse foi o 1º ataque terrestre dos EUA no território de Maduro.
Em entrevista à emissora estatal, Maduro evitou comentar o ataque e disse estar disposto ao diálogo com Washington. “Onde eles quiserem e quando eles quiserem”, afirmou ontem (1º) o ditador, ao citar possíveis negociações sobre narcotráfico, petróleo e migração.