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Publicado em 31/12/2025 13:25
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Documento do BC ao TCU aborda novos indícios de irregularidades e fraudes no Master

O Banco Central (BC) informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que a liquidação do Banco Master ocorreu devido “profunda e crônica crise de liquidez” e ao “grave e reiterado descumprimento de normas que disciplinam sua atividade” por parte da instituição de Daniel Vorcaro.

 

Também de acordo com o BC, sete dias após decretação da liquidação, foi feita encaminhada ao MPF nova investigação sobre mais fraudes que teriam sido cometidas pelo Master para tentar continuar funcionando, além das que já haviam sido descobertas, que somam mais de R$ 12 bi.

 

“Em 25 de novembro de 2025, após a decretação da liquidação extrajudicial, realizou-se nova comunicação de crime ao MPF, por indícios de condutas relacionadas à gestão fraudulenta de instituição financeira, à realização de operação simulada ou sem lastro e ao emprego de artifícios destinados a criar aparência de legalidade para operações desprovidas de substância econômica”, afirmou o BC no documento obtido pelo jornal O Estadão.

 

O documento enviado ao TCU aponta que recursos do banco de Vorcaro foram “reciclados por meio de uma cadeia de fundos e sociedades interpostas”, com o objetivo de dar aparência formal a transações com a mesma origem e beneficiário final.

 

 

“Tal dinâmica, além de violar princípios de transparência e segregação fiduciária, pode configurar fraude na gestão e simulação de operações financeiras, nos termos da legislação penal aplicável”, diz o documento.

 

A liquidação, decretada em novembro, foi considerada pelo BC a solução adequada após “esgotamento de alternativas” desde o início do monitoramento do Master: “Diante do esgotamento de todas as alternativas de solução de mercado, a identificação de crítica situação econômico-financeira, que impediria a instituição de honrar suas obrigações, e a verificação de irregularidades graves – com indícios de crimes que afetavam o valor dos ativos do conglomerado e comprometiam sua solvência –, a liquidação foi decretada como medida indispensável para a proteção do sistema financeiro e da poupança popular”.

 

O documento respondeu a pedido de Jhonatan de Jesus, ministro-relator na Corte que avaliava suposta “precipitação” do BC na decisão de liquidar Master.

 

Entre as irregularidades, o Banco Central relatou ao TCU atrasos em documentos, esgotamento de créditos, risco à solvência, falhas em depósitos compulsórios e operações com ativos sem garantias ou não comprovados.

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