
Revista britânica compara Lula a Biden e alerta para “risco” ao Brasil
A The Economist defendeu em editorial que Lula (PT) não deveria disputar a reeleição em 2026 por causa da idade. Segundo a revista britânica, candidatos com mais de 80 anos representam “riscos elevados” para a estabilidade política e institucional dos países, mesmo quando são experientes e populares.
“Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”, diz o editorial, que relembra o caso de Joe Biden, nos EUA.
O ex-presidente americano desistiu de concorrer à reeleição devido a limitações impostas pela idade. “Lula é apenas um ano mais novo do que Joe Biden era no mesmo período do ciclo eleitoral de 2024 nos Estados Unidos, e isso terminou de forma desastrosa”.
O editorial cita também a saúde de Lula, incluindo o procedimento cirúrgico neurológico realizado em dezembro do ano passado. “Ele parece estar em condição muito melhor do que Biden estava, mas já teve problemas de saúde”.
Se Lula completar um eventual 4º mandato, encerraria o governo aos 85 anos, tornando-se o presidente mais velho da história do Brasil no fim do mandato.
A revista ainda critica as políticas econômicas de Lula, focadas em programas sociais e aumento de impostos: “Embora a economia brasileira tenha crescido surpreendentemente rápido nos últimos anos, as políticas econômicas de Lula são medíocres. Elas se concentram principalmente em auxílios aos pobres, com medidas de arrecadação de receita cada vez menos favoráveis às empresas, embora ele também tenha agradado os empregadores com uma reforma tributária simplificada”.
Além da idade e das políticas “medíocres”, a The Economist aponta que uma nova campanha de Lula seria marcada pelos escândalos de corrupção de seus dois primeiros mandatos, pelos quais “muitos brasileiros não conseguem perdoá-lo”.
Conheça a família Agnelli, controladora majoritária da The Economist
A revista britânica pertence ao The Economist Group, majoritariamente controlado pela família italiana Agnelli por meio da holding Exor. Outros acionistas incluem as famílias Rothschild, Cadbury, Schroder e Layton, além de funcionários e ex-funcionários.
A família Agnelli detém participações na Stellantis, Ferrari, Juventus FC e no grupo editorial GEDI, e desde 2023 é o maior acionista da Philips. Sob o comando de John Elkann, ampliou seu papel no setor automotivo e enfrenta disputas judiciais sobre a herança do seu avô Gianni Agnelli, criador do império italiano.