
De acordo com presidente dos Correios, serão necessários mais R$ 8 bi em 2026 para conter crise
Os brasileiros poderão ter que arcar com o empréstimo de R$ 12 bilhões dos Correios caso a estatal não honre a dívida. O Tesouro Nacional é o garantidor da operação e será acionado se o pagamento não for feito pela empresa.
A situação se torna ainda mais preocupante após o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, indicar ontem (29), durante coletiva, que os R$ 12 bi não serão suficientes para conter a crise financeira da empresa, sendo necessários mais R$ 8 bilhões já no ano que vem.
O empréstimo foi aprovado pelo Tesouro no dia 18 e envolve cinco bancos: Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander. A taxa de juros ficou em 115% do CDI, abaixo do teto definido pelo Tesouro. O valor integra o plano de reestruturação econômico-financeira da estatal.
Plano de reestruturação
Divulgado ontem (29), o programa de reestruturação da estatal prevê demissão voluntária de até 15 mil funcionários, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências até 2027. Os cortes devem gerar economia de R$ 5,7 bi, enquanto novas parcerias em logística e diversificação de serviços devem aportar R$ 1,7 bilhão.
A partir de 2027, os Correios avaliarão, com apoio de consultoria externa, possibilidade de transição do capital público para modelo misto.