
Comissão investigará fraudes do Master e acordo milionário do banco com Viviane de Moraes
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), anunciou há pouco, em primeira mão, durante entrevista ao ALive, que os parlamentares conseguiram as assinaturas necessárias para a instalação da CPMI do Banco Master.
De acordo com Silva, a CPMI será protocolada na volta do recesso parlamentar, que acaba em 2 de fevereiro. O mínimo exigido para esse tipo de comissão é de 27 senadores e 171 deputados, um terço da composição de cada Casa.
“A gente vai pressionar bastante o senador Davi Alcolumbre para ele ler a CPMI e que possamos pegar todas essas informações detalhadamente”, afirmou o parlamentar no programa do jornalista Claudio Dantas.
“Na 1ª sessão conjunta do Congresso Nacional, com as assinaturas em mãos, o senador Davi Alcolumbre lê o parecer de instalar a CPMI”, continuou. “Eu quero ver a esquerda brasileira, que apoia o governo Lula, o que eles vão fazer, se eles vão fazer cara de paisagem, como eles estão fazendo na CPMI do INSS“.
“É muito importante que todos sejam investigados e que a verdade venha à tona”, completou o líder da oposição.
Articulada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), a CPMI vai investigar a fraude na tentativa de compra do Master pelo BRB, o processo de liquidação conduzido pelo Banco Central (BC) e a possível participação de Alexandre de Moraes na tentativa de “salvar” a instituição de Daniel Vorcaro.
O contrato da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, com o Master, também será alvo de investigação. O acordo previa pagamento de R$ 131 milhões em três anos, que acabou sendo interrompido após a liquidação do banco.
Jordy já disse que quer a mulher de Alexandre depondo na comissão.