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“Só o contrato da esposa já bastaria para impeachment”, diz Damares
Publicado em 26/12/2025 13:50
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Senadora afirma que caso Master expôs pressão sobre instituições e acionou instrumentos legislativos

Em entrevista ao Alive, apresentado por Julia Lucy nesta sexta-feira (26), a senadora Damares Alves afirmou que o episódio envolvendo o Banco Master e o contrato firmado com a esposa do ministro Alexandre de Moraes já seria suficiente, por si só, para justificar um processo de impeachment.

 

Segundo a senadora, há um histórico de questionamentos anteriores sobre a atuação do ministro. Em fala direta, afirmou: “Em um país sério, ele já teria sido impeachmado só por esse episódio”. Damares disse que já produziu documentos sobre supostas violações de direitos humanos atribuídas ao magistrado e que assinou diversos pedidos de impeachment ao longo do tempo.

 

Ela afirmou que, diante do caso do Banco Master, decidiu acionar simultaneamente todos os instrumentos disponíveis no Legislativo. Disse que protocolou representação na Procuradoria-Geral da República, apresentou novo pedido de impeachment e requereu a convocação do ministro para prestar esclarecimentos na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Em fala direta, declarou: “Eu fechei todas as portas, usei todos os instrumentos legislativos que eu tinha na mão em um único dia”.

 

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Damares afirmou que também apresentou pedido de CPMI e buscou apoio de outros parlamentares. Disse que contou com as assinaturas dos senadores Eduardo Girão e Magno Malta tanto na representação ao Ministério Público quanto nas demais iniciativas.

 

A senadora comentou reportagens que apontam pressão do ministro sobre o Banco Central e a Polícia Federal no contexto do Banco Master. Sem citar veículos específicos, afirmou que confia no trabalho jornalístico e declarou que denúncias desse porte não seriam publicadas sem elementos concretos. Em fala direta, disse que “o que foi revelado derruba a República porque abre caminho para uma grande investigação”.

 

Ela criticou ataques direcionados a jornalistas que divulgaram as informações. Disse que a reação foi marcada por tentativas de desqualificação pessoal e afirmou defender liberdade de imprensa e jornalismo independente.

 

Ao analisar o cenário político no Senado, Damares afirmou que a oposição ampliou sua base ao longo da legislatura. Disse que o número de votos contrários à Corte aumentou em votações recentes e atribuiu o movimento a uma reação de parlamentares do centrão. Em fala indireta, avaliou que há uma percepção crescente de que decisões do Supremo ultrapassaram limites institucionais.

 

Questionada sobre a possibilidade de impeachment, a senadora afirmou que o tema voltou ao centro do debate. Disse que, se forem confirmadas pressões sobre o Banco Central, a Polícia Federal e instituições financeiras para beneficiar o Banco Master, a responsabilização se tornaria inevitável. Em fala direta, afirmou que “é inadmissível que não haja impeachment se isso ficar comprovado”.

 

Damares também afirmou que o foco das investigações deve ser financeiro. Disse que corrupção e desvio de recursos são, segundo sua avaliação, o ponto mais sensível do atual governo e da relação com o Judiciário. Citou contratos de alto valor e afirmou que honorários e cifras mencionadas nos autos são desproporcionais.

 

Ela declarou ser autora de mais de 145 pedidos de informação e requerimentos relacionados a corrupção no governo federal e afirmou que há investigações em curso sobre estatais, incluindo os Correios. Segundo a senadora, o caso do Banco Master pode demonstrar que a motivação central não seria ideológica, mas financeira.

 

Damares afirmou que, caso as apurações avancem, parlamentares poderão concluir que foram induzidos a apoiar decisões sem pleno conhecimento dos interesses envolvidos. Em fala direta, declarou que o episódio pode revelar “uma estratégia baseada em dinheiro e poder”, com impacto direto sobre a credibilidade das instituições.

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