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“CONTAG e SINDNAPI não poderiam ter acordo”, diz Izalci
Publicado em 23/12/2025 12:47
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Senador afirma que esquema bilionário contra aposentados já “começou errado”

Durante participação no programa Alive, apresentado por Julia Lucy no YouTube nesta terça-feira (23), o senador Izalci Lucas afirmou que acordos de cooperação firmados por entidades investigadas em desvios contra aposentados violam a legislação vigente desde 2014.

 

Segundo o parlamentar, a lei proíbe convênios com o poder público quando há parentes até segundo grau de autoridades nos quadros das entidades. Izalci declarou que “o SINDNAPI tem o irmão do Lula como vice-presidente” e que, no caso da CONTAG, “o presidente é irmão do deputado Carlos Veras, do PT”. Para ele, “essas duas entidades sequer poderiam ter assinado o acordo de cooperação. Então já começou errado”.

 

O senador afirmou que, inicialmente, a Advocacia-Geral da União e a Controladoria-Geral da União bloquearam bens de algumas entidades, mas que CONTAG e SINDNAPI ficaram fora das primeiras medidas. Segundo ele, “as que mais desviaram ficaram de fora”. Izalci disse que a atuação só mudou após o início da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. “Quando a CPMI começou, aí sim a AGU entrou com processo contra eles”, afirmou.

 

Ele citou decisão do ministro André Mendonça, que determinou o bloqueio de R$ 389 milhões do SINDNAPI. Ainda assim, destacou que “as duas juntas passaram de R$ 2 bilhões em desvios”. O senador afirmou que o total pode ser ainda maior. “Isso deve chegar a R$ 6 bilhões desviados de aposentados e pensionistas”, disse.

 

 

Izalci também criticou decisões judiciais que, segundo ele, limitaram a atuação da CPMI. Afirmou que havia estudo para quebra de sigilo do sistema Master, ligado a Borcaro, já aprovado na CPI do INSS, mas que houve recolhimento de dados e imposição de sigilo. Para o senador, “isso prejudicou o trabalho”.

 

Ao detalhar o esquema, Izalci afirmou que 42 associações descontavam valores diretamente dos benefícios, sem conhecimento dos aposentados. Segundo ele, havia fraude inclusive em biometria. “Eles falsificavam até a biometria. Com xerox de identidade conseguiam fazer”, disse. O senador afirmou que o esquema contou com participação de servidores do INSS, incluindo ex-presidentes, procuradores e advogados. “Sem eles, não teria como fazer o que foi feito”, declarou.

 

Assista ao vivo o programa

 

 

Izalci citou o caso de Stefanato, que compareceu à CPI e depois foi apontado como beneficiário de pagamentos regulares. “Descobriu-se uma mesada de R$ 250 mil por mês”, afirmou. Segundo ele, o dinheiro passava por associações, empresas criadas pelos próprios envolvidos e por familiares, até ser distribuído como lucro.

 

O senador também mencionou investigações sobre consignados e alertou para riscos em outros benefícios, como o seguro-defeso. Relatou que operações da Polícia Federal já excluíram mais de 100 mil beneficiários irregulares. “Tem gente em Brasília recebendo seguro-defeso do Maranhão”, afirmou.

 

Sobre os próximos passos, Izalci disse que a CPMI retoma oficialmente os trabalhos em 1º de fevereiro e que novos requerimentos serão votados. Afirmou não ver dificuldades para convocações. “As provas são contundentes. Não tem como negar”, disse, citando a intenção de convocar familiares do presidente e outras pessoas ligadas a movimentações financeiras.

 

Ao final, o senador afirmou que o esquema investigado tem gravidade singular. Segundo ele, “pode não ser o maior em volume financeiro, mas é o maior escândalo”, por atingir diretamente aposentados e pensionistas.

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