
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou ontem (05) que pretende discutir com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a disputa pela Presidência do Senado durante uma visita a ele, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A declaração foi dada durante jantar de gala promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil, no hotel Rosewood, em São Paulo.

Questionada se desistiria da candidatura caso Bolsonaro pedisse apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN), a parlamentar evitou antecipar uma decisão. Ela disse não saber se o ex-presidente faria esse pedido e afirmou que pretende apresentar a ele sua avaliação sobre a disputa.
“Olha, eu sou amiga do presidente Bolsonaro, fui ministra dele. Eu já tinha pedido algumas vezes para visitá-lo e, agora, ele pedindo e acatando aquele meu pedido anterior, eu acho ótimo. Mas vamos poder conversar, explicar para ele o que está acontecendo, enfim, a minha visão do que é hoje a nossa missão nessa eleição do Senado, a minha e de Rogério Marinho”, afirmou.
Sobre a possibilidade de unificação da oposição em torno de Marinho, Tereza disse que os dois mantêm diálogo desde o início da disputa e que têm uma estratégia comum. “Eu não sei se o presidente me pediria isso, mas é claro que eu e o Rogério Marinho temos conversado desde o início. Ele tem dito isso, eu tenho repetido, mas parece que as pessoas não conseguem entender. Nós temos uma estratégia. A estratégia do nosso campo é ganhar o Senado”, afirmou.
A senadora também descartou um confronto direto com Marinho e afirmou que os dois deverão decidir, mais perto da votação, quem será o candidato do grupo. “Ele disse, no lançamento da candidatura dele: ‘Eu não enfrentarei a Tereza’. E eu vou dizer aqui: eu não enfrentarei o Rogério Marinho. Um de nós dois, lá na frente, nós temos que sentar com maturidade, responsabilidade que nós temos pelas pautas em que acreditamos, para não deixar o Senado apequenado, para que a gente possa pensar mais no Brasil”, declarou.
Tereza Cristina e Rogério Marinho disputam espaço na oposição para enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. O PL oficializou a candidatura de Marinho na quarta (04).
A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Os 81 senadores escolherão o presidente da Casa por voto secreto. Para vencer, um candidato precisa de pelo menos 41 votos. Marinho conta com o apoio de 32 senadores do PL e do Novo e precisará de ao menos nove votos de outras legendas, caso todos os aliados confirmem apoio.
Ontem (05), durante entrevista ao ALive, do jornalista Claudio Dantas, Marinho afirmou que mantém um acordo com Tereza para unificar forças contra Alcolumbre. Segundo o senador, os dois pretendem se reunir até o fim do ano para “ver quem reúne o maior número de apoios” para a disputa.
