
Diante do anúncio de uma reportagem sobre sua saída do Brasil no Fantástico de hoje à noite, Flávio Bolsonaro foi às redes dizer que a Globo o procurou convidando-o para uma entrevista exclusiva, mas que depois declinou diante da única condição exigida: que fosse ao ar sem cortes, sem edição.

“Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”, diz.
O senador também voltou a afirmar que não saiu do Brasil, mas “pelo Brasil”, que não há Justiça no país e que virou alvo de perseguição, assim como seu pai e seu irmão.
“Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão – sem ter cometido crime algum – e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.”
O ex-candidato à Presidência ressaltou que está hoje num país onde pode se manifestar livremente e que não será alvo de um juiz “que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta”. “Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: ´Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.’ (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016).”
Flávio afirmou que, nos próximos dias, vai conversar com veículos nacionais e internacionais. “Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.”
