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Flávio diz que Globo não topou exclusiva na íntegra por “medo”
Publicado em 02/11/2026 12:35
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Diante do anúncio de uma reportagem sobre sua saída do Brasil no Fantástico de hoje à noite, Flávio Bolsonaro foi às redes dizer que a Globo o procurou convidando-o para uma entrevista exclusiva, mas que depois declinou diante da única condição exigida: que fosse ao ar sem cortes, sem edição.

Flávio Bolsonaro desembarca em Miami • Getty Images

“Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação”, diz.

 

O senador também voltou a afirmar que não saiu do Brasil, mas “pelo Brasil”, que não há Justiça no país e que virou alvo de perseguição, assim como seu pai e seu irmão.

 

 

“Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras. Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão – sem ter cometido crime algum – e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre. Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.”

 

O ex-candidato à Presidência ressaltou que está hoje num país onde pode se manifestar livremente e que não será alvo de um juiz “que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta”. “Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: ´Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.’ (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016).”

 

Flávio afirmou que, nos próximos dias, vai conversar com veículos nacionais e internacionais. “Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.”

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