
A manifestação de apoio à reeleição do Lula (PT), realizada neste domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo, terminou com denúncias de agressões contra duas mulheres e danos a acessos de estações do Metrô.

Durante a dispersão do ato, manifestantes picharam estruturas e quebraram grades nas estações Consolação e Trianon-Masp, ambas da Linha 2-Verde. Segundo a Polícia Militar (PM), também houve danos a portas e atritos com funcionários. A corporação informou que a situação foi controlada.
A concessionária responsável pelo sistema adotou restrições de acesso. A estação Trianon-Masp foi temporariamente fechada por volta das 12h50, devido à concentração de pessoas. A medida buscou controlar o fluxo de passageiros e evitar aglomerações nas plataformas, corredores e entradas.
Mulheres relatam agressões e ameaças
A ativista Tamires Cardoso, de Guarulhos, afirmou ter sido agredida após chegar ao protesto acompanhada de um homem identificado como Maurício. Os dois posicionaram uma figura de papelão de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, perto de uma viatura policial.
“Fui agredida, levei soco, chute, tentaram me derrubar no chão, tentaram roubar meu celular”, declarou Tamires, que mostrou marcas na pele. Segundo ela, uma mulher e um homem participaram das agressões. A ativista disse que ficou menos de dez minutos no local.
Em outro episódio, uma mulher foi alvo de ofensas sexistas e ameaças. Um vídeo obtido pela revista Oeste registra gritos como “é Lula”, “vai tomar no c*”, “fraquejada” e “vagabunda”. Policiais militares escoltaram a mulher para fora da manifestação enquanto as hostilidades continuavam.
Estações foram pichadas durante dispersão
Imagens divulgadas após o ato mostram manifestantes sobre estruturas de entrada das estações, com inscrições como “Viva a Revolução”. Também foram registrados danos a grades e pichações nos acessos.
Além das ocorrências no Metrô, a concentração de pessoas dificultou a circulação pela Avenida Paulista. O calor provocou desconforto entre participantes, e imagens posteriores mostraram copos, garrafas plásticas, embalagens e caixas de papelão espalhados pela via.
Batizado de Marcha pela Democracia, o ato começou por volta das 11h e reuniu Lula, a primeira-dama Janja da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o presidente do PT, Edinho Silva, e outros integrantes da base governista. Também participaram os governadores Rafael Fonteles (Piauí), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Elmano de Freitas (Ceará).
Durante o discurso, Lula repetiu o lema “para o bandido, prisão”, defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 e pediu que apoiadores convençam eleitores que não votaram no primeiro turno a participar da votação de 25 de outubro. O presidente também criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.
