
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que pretende governar ao lado dos partidos e lideranças que aderiram à sua candidatura no segundo turno. A declaração ocorreu após o apoio formal da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.

“Eu acho que a resposta vem nas urnas, com essas pessoas que estão aqui ao meu lado e atrás de mim. Eles foram escolhidos, eles representam vários segmentos da população em seus estados. Podem questionar o que quiserem, mas são os que têm voto. Isso aqui é democracia, e é com essas pessoas que eu vou governar”, declarou.
O apoio foi anunciado pelo vice-presidente do União Brasil e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto. Segundo ele, o partido fechou questão em torno da candidatura de Flávio e pretende mobilizar sua estrutura política no Estado.
“Todos nós do União Brasil fechamos questão em torno do apoio à candidatura de Flávio à Presidência. Falo também aqui em nome do quarto maior colégio eleitoral do Brasil, que é a Bahia”, afirmou Neto.
O ex-prefeito de Salvador disse que prefeitos, deputados federais eleitos e candidatos que disputaram o primeiro turno participarão da mobilização pela candidatura de Flávio na Bahia.
“Eu disse a ele que nós faremos todo o empenho na Bahia, eu e todo o meu grupo político, os prefeitos que me acompanharam, os deputados federais eleitos, os candidatos que disputaram o primeiro turno. Todos nós estaremos motivados, mobilizados e trabalhando a partir de hoje pela campanha de Flávio Bolsonaro para presidente”, disse.
Neto também relacionou o apoio à defesa de uma mudança no país e projetou a vitória de Flávio no segundo turno.
“Precisamos mudar o nosso país. Esse compromisso em mudar o Brasil é o que faz com que a gente esteja aqui, empenhado, confiante, e, se Deus quiser, vamos à vitória no dia 25 de outubro”, declarou.
Flávio também destacou a relação com União Brasil e PP, partidos pelos quais já passou.
“(Quero) Agradecer a esse apoio formal aqui da federação, União e Progressistas, inclusive dois partidos pelos quais já passei. Então, eu me sinto muito, muito em casa”, agradeceu Flávio, em coletiva à imprensa em frente ao QG de campanha, localizado no Lago Sul, em Brasília.
A adesão faz parte da tentativa do candidato do PL de ampliar a frente política para enfrentar o Presidente Lula (PT) no segundo turno. Flávio também recebeu apoio do Republicanos e busca alianças com outras forças políticas.
Durante a coletiva, o candidato voltou a criticar o governo petista e afirmou que a eleição coloca dois projetos distintos em disputa.
“Governo de recordes negativos, recorde de morte de mulheres, recorde de pessoas endividadas, é recorde de imposto alto, recorde de empresas quebradas, recorde de criminalidade”, disse.
Escala 6×1
Flávio também criticou a atuação de Lula na discussão sobre o fim da escala 6×1. Para o candidato, o presidente estaria priorizando a disputa eleitoral em vez de medidas voltadas à renda dos trabalhadores.
“Ele está pensando no poder, não está pensando no trabalhador. Se ele estivesse pensando no trabalhador, já tinha reduzido a carga tributária sobre a folha de pagamento, para o trabalhador ficar com seu dinheiro”, declarou Flávio hoje em Brasília.
“Se ele estivesse pensando no trabalhador, não estava gastando desse jeito e jogando o juro oficial lá para lua, endividando o trabalhador. Lula deixou o pau torar, deixou todo mundo endividado.”
A declaração ocorreu após o presidente do PT, Edinho Silva, acusar Flávio de trabalhar contra a aprovação da proposta que prevê o fim da escala 6×1.
“Nós sabemos que o Flávio Bolsonaro tem trabalhado incansavelmente pela não aprovação do fim da jornada 6×1. Portanto, ele é insensível à realidade da imensa maioria do povo brasileiro hoje, que quer um tempo maior para a família, para cuidar da saúde, para cuidar do lazer, para ter espaço, inclusive para a sua própria educação, para a sua formação”, afirmou Edinho.
