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Ministra que proibiu púlpito vazio de Lula já declarou voto no petista
Publicado em 02/10/2026 12:05
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A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio reservado a Lula (PT) no debate que seria realizado ontem (1°), já declarou voto no presidente. A manifestação ocorreu durante o 2º turno das eleições de 2022, quando o petista disputava a Presidência contra Jair Bolsonaro (PL).

Estela Aranha - Ministra que proibiu púlpito vazio de Lula já declarou voto no petista

“Voto em Lula no segundo turno. Eu voto 13 porque, como advogados, nós não temos outra opção que não seja o Lula para a gente estancar o aumento do autoritarismo, para a gente defender o Estado democrático de Direito e a democracia no país”, diz Estela na gravação. “Então, os advogados devem votar em Lula, inclusive para salvar o próprio sistema de Justiça”.

 

 

O vídeo passou a circular nas redes sociais após o cancelamento do debate pela Globo, em razão da decisão da ministra lulista e da decisão do ministro do STF Gilmar Mendes, que autorizou a participação de Renan Santos (MBL).

 

Na decisão que barrou a exibição do púlpito destinado a Lula, Estela afirmou que a imagem da cadeira vazia produziria efeitos “que transcendem a simples informação ao eleitorado acerca do não comparecimento”, além de representar “perigo de dano” a poucos dias do 1º turno das eleições.

A decisão, que atendeu à chapa Lula-Alckmin, foi concedida em “caráter de urgência” e previa multa em caso de descumprimento. Estela também proibiu que os demais concorrentes fizessem perguntas dirigidas ao seu ex-chefe.

 

Estela foi nomeada para o TSE por Lula em julho de 2025 para uma das duas vagas destinadas à classe dos juristas. O mandato é de dois anos e começou em agosto daquele ano. Antes de integrar a Corte Eleitoral, Estela ocupou cargos no governo Lula III.

 

Ela foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública durante a gestão de Flávio Dino, posteriormente indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF). Depois, tornou-se assessora especial da Presidência da República, na assessoria internacional chefiada pelo ex-chanceler Celso Amorim.

 

Em 2025, antes da nomeação ao TSE, também atuou como assessora no gabinete da Presidência da Corte, então comandada por Cármen Lúcia. A ministra integrou ainda o Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU sobre Inteligência Artificial e presidiu comissões de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB no Rio de Janeiro.

 

Estela é conselheira da OAB-RJ e já presidiu a Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da entidade. Também coordenou o Núcleo de Proteção de Dados e Privacidade do IBCCRIM e o Núcleo de Estudos Avançados do instituto. Na área acadêmica, foi professora convidada em cursos da ESA/RJ, EMERJ, FGV, Mackenzie, EPD e na pós-graduação de Direito Digital do IDP.

 

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