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Após conversa com Lula, Alcolumbre destrava tramitação de fim da escala 6×1
Publicado em 15/08/2026 09:13
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Folhapress – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destravou o andamento de três pautas consideradas prioritárias para o governo após ter se encontrado com o presidente Lula (PT).

 

 

O petista o recebeu na manhã de sexta-feira (14) em mais um movimento de reaproximação entre os dois chefes de Poder. Eles já haviam se encontrado na quarta (12), acompanhados por aliados no Congresso, e na semana anterior, na casa do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

 

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As relações entre os dois vinham estremecidas desde que a indicação de Jorge Messias para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal foi barrada no plenário do Senado, impondo uma derrota a Lula.

 

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Na sexta, Alcolumbre disse ter encaminhado às comissões as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) do fim da escala 6×1, que ele dizia que não debateria antes da eleição, e da segurança, além do projeto de lei dos minerais críticos.

 

 

“São matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários”, disse Alcolumbre, em nota. Segundo o presidente do Senado, a reunião com Lula foi uma importante conversa institucional.

 

As três pautas fazem parte do conjunto de propostas que o petista promete avançar em um eventual quarto mandato.

 

Câmara aprova fim da escala 6×1 e estabelece jornada máxima de 40 horas semanais

A proposta de fim da escala 6×1 foi aprovada pela Câmara em maio, mas ficou parada no Senado. Nas últimas semanas, Lula e o PT reforçaram a pressão para a proposta andar. Há alguns dias, o MDB no Senado anunciou ter fechado apoio à aprovação do texto e encaminhou um pedido ao presidente do Senado pela inclusão do tema na pauta do plenário, assim como a PEC da segurança e o PL dos minerais críticos.

 

 

O governo indica já haver acordo com o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Otto Alencar (PSD-BA), para que a PEC que trata da jornada de trabalhadores formais seja discutida no colegiado durante o recesso.

 

Por causa das eleições, o Congresso só retomará votações na semana de 31 de agosto a 4 de setembro, no chamado esforço concentrado.

 

Fim da escala 6×1: entenda quais serão os próximos passos após aprovação na Câmara

A ideia seria deixar a proposta pronta para ser votada na comissão e no plenário justamente nesse período. Para isso, o governo articula para que o próprio Otto Alencar seja o relator da proposta. Como presidente da CCJ, ele pode avocar a relatoria.

 

 

A PEC da Segurança Pública, por sua vez, foi aprovada pela Câmara em março. A proposta aumenta o poder da União sobre a área. Lula tem condicionado a criação do Ministério da Segurança Pública, uma de suas promessas na campanha presidencial de 2022, à aprovação da PEC.

 

O marco legal para exploração de minerais críticos e terras raras foi aprovado na Câmara em maio, com a previsão de incentivos fiscais de R$ 5 bilhões, e ainda não havia sido despachado para comissões no Senado.

 

“Quando todos diziam que não ia ser possível, sempre dizia que ia ser possível. E agora a gente pode avançar nas três”, disse a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). A proposta que reduz o teto de horas semanais de trabalho é considerada aquela com o debate mais avançado no Congresso.

 

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Até o momento, não há garantia de que Alcolumbre de fato paute o fim da 6×1 ou as demais prioridades do governo antes da eleição. O presidente do Senado se comprometeu a iniciar a tramitação, mas, segundo aliados, não há compromisso para levá-las ao plenário antes de outubro.

 

O gesto pavimenta o apoio de Lula à reeleição dele à presidência do Senado, em fevereiro de 2027. O petista ainda não prometeu que, se reeleito, vai levar a base governista a votar em Alcolumbre, mas seus aliados dizem que a pauta destravada facilita esse acordo.

 

Alcolumbre tentou se aproximar da oposição quando patrocinou a rejeição da indicação de Messias ao STF. Mas o gesto falhou. A cúpula bolsonarista quer eleger Tereza Cristina (PP-MS) para a presidência do Senado. Nesse sentido, o fim da 6×1 é a pauta que pode fazer retomar a parceria de Lula e Alcolumbre, desejada pelo senador.

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