
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (31) que respeita a decisão do Progressistas (PP) de permanecer neutro na disputa presidencial e agradeceu à senadora Tereza Cristina (PP-MS) por ter aceitado o convite para compor sua chapa como candidata a vice.

Em declaração a jornalistas em São Paulo, Flávio disse ter ficado “muito honrado” com a disposição da ex-ministra da Agricultura em participar da disputa e afirmou que a retirada do nome ocorreu por uma decisão interna da legenda.
“Fiquei muito honrado quando ela aceitou o convite para caminhar conosco na qualidade de candidata a vice-presidente e, por questões internas do Progressistas, vimos essa nota dizendo sobre a neutralidade do partido”, afirmou.
A Executiva Nacional do PP decidiu nesta sexta-feira (31) não convocar uma convenção para discutir apoio a uma candidatura presidencial e manteve a posição de neutralidade nas eleições. A decisão impediu, neste momento, a oficialização de Tereza Cristina como vice na chapa do PL.
Apesar do recuo da legenda, Flávio afirmou que continuará conversando com lideranças políticas e destacou sua relação histórica com o Progressistas, partido pelo qual iniciou sua trajetória eleitoral, ainda sob o nome PPB, quando foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2002.
“Independentemente de qualquer coisa, quero deixar o meu agradecimento também ao Progressistas. As conversas continuam em vários estados do Brasil”, declarou.
O senador também afirmou que a escolha do vice ainda está em aberto e indicou que novas articulações podem ocorrer até o prazo final para definição das chapas.
“Até o dia 5 tudo pode acontecer”, disse.
Segundo Flávio, o PL mantém diálogo com diferentes siglas e avalia nomes de partidos como PP, União Brasil, Podemos e Republicanos, além de integrantes da própria legenda.
Mesmo sem a confirmação de Tereza Cristina como vice, Flávio afirmou que a senadora seguirá participando da campanha.
Durante a declaração, o senador voltou a elogiar a trajetória da parlamentar sul-mato-grossense, classificando Tereza Cristina como uma “grande amiga” e destacando sua atuação como ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro (PL).
