
Keiko Fujimori toma posse nesta terça-feira (28) como presidente do Peru, encerrando uma das disputas eleitorais mais acirradas da história recente do país. A líder do Fuerza Popular derrotou o candidato de esquerda Roberto Sánchez por uma diferença de 49.641 votos, resultado confirmado pelo Júri Nacional de Eleições (JNE) após uma revisão que durou 22 dias.

Segundo os dados oficiais, Fujimori recebeu 9.223.396 votos, o equivalente a 50,135% dos votos válidos. Sánchez somou 9.173.755 votos, ou 49,865%.
A cerimônia será realizada em sessão solene no Congresso e marca o retorno da direita ao comando do país. A posse também representa a vitória de Keiko na quarta tentativa de chegar ao governo, após derrotas nos segundos turnos das eleições presidenciais de 2011, 2016 e 2021.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000, Keiko recoloca o sobrenome Fujimori na Casa de Pizarro, sede do Executivo peruano, após 26 anos.
A solenidade contará com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, do rei Felipe VI, da Espanha, e dos presidentes José Antonio Kast (Chile), Rodrigo Paz (Bolívia), Daniel Noboa (Equador), Nasry Asfura (Honduras), José Raúl Mulino (Panamá), Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai).
Os Estados Unidos serão representados por uma delegação chefiada pelo vice-secretário de Estado, Christopher Landau. Também são esperadas delegações de Japão, China e Marrocos.
Keiko assume o comando de um país que enfrenta uma crise política há mais de uma década, marcada pela sucessão de presidentes destituídos. A faixa presidencial será entregue pelo presidente interino José María Balcázar Zelada, escolhido pelo Congresso para cumprir um mandato-tampão em fevereiro, após a destituição de José Jerí.
Apesar da vitória, a nova presidente terá de negociar com outras forças políticas para governar. A Força Popular conquistou as maiores bancadas do Parlamento, com 41 deputados e 22 senadores, mas não alcançou maioria em nenhuma das duas Casas, o que exigirá acordos com partidos de direita e de centro.
