
O senador Carlos Viana (PSD-MG) contestou a conclusão da Polícia Federal que aponta a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) como possível origem do vazamento de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Em publicação na rede social X, o parlamentar afirmou que a cronologia dos fatos contradiz essa hipótese, já que parte do conteúdo havia sido divulgada pela imprensa antes de a comissão receber oficialmente os dados.
“A Polícia Federal aponta a CPMI como origem do vazamento das conversas de Daniel Vorcaro. A cronologia derruba a versão.”
Segundo Viana, as primeiras mensagens foram publicadas em 6 de março, enquanto os dados telemáticos chegaram à CPMI apenas em 12 de março. O acesso dos parlamentares à sala-cofre ocorreu no dia seguinte.
“As primeiras mensagens íntimas do banqueiro foram publicadas pela imprensa em 6 de março. Os dados telemáticos só chegaram à comissão em 12 de março. O acesso à sala-cofre só foi liberado aos parlamentares em 13. Não se vaza de uma sala-cofre um conteúdo que já estava estampado nos jornais uma semana antes de a sala existir.”
Senador detalha regras da sala-cofre
O parlamentar afirmou que a comissão adotou protocolos rígidos para o armazenamento do material sigiloso.
Segundo ele, o acesso ao local ocorria sem celulares ou equipamentos eletrônicos, com detector de metais, monitoramento por câmeras e registro de todos os acessos.
“Entrada sem celular, sem qualquer eletrônico, com detector de metais, câmeras e um livro registrando data, hora e motivo de cada acesso.”
Viana afirmou que foi responsável pela implantação dessas medidas.
“Fui eu quem impôs esse rigor, para que tudo fosse rastreável.”
Pedido de auditoria
O senador também defendeu a realização de uma perícia completa sobre a cadeia de custódia dos documentos.
“Então que se pericie tudo. Todos os logs. Todas as imagens. Todo o livro de acesso. Do primeiro ao último ponto de manuseio, dentro e fora do Congresso.”
Segundo Viana, não há motivo para receio quanto à apuração.
“Quem montou a sala com câmera e livro de registro não foge de auditoria. Exige.”
Ao final da publicação, o parlamentar criticou o fato de integrantes da CPMI passarem a ser apontados como suspeitos pelo vazamento.
“O que não aceito é ver quem investigou o Banco Master vestido de suspeito, enquanto as mensagens já corriam soltas antes de a comissão sequer tocar no material.”
