
Ao sancionar ontem (01) dois brasileiros e três empresas do Brasil por ligação com o PCC, o governo dos Estados Unidos afirmou, por meio de comunicado do Departamento do Tesouro norte-americano, que o grupo narcoterrorista é “a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental”.

De acordo com o governo Trump, o PCC “representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos EUA” e “nos últimos anos, expandiu suas operações globalmente, com presença significativa em países como Reino Unido, Turquia e Japão”.
Ainda segundo os EUA, o grupo narcoterrorista é uma “ameaça criminal real e crescente” no país. A nota afirma também que a rede criminosa sancionada ontem “envolve-se no tráfico de drogas, contrabando de grandes quantias de dinheiro em espécie para cartéis e outras atividades ilícitas para gerar fontes de receita para o PCC”.
Para Gene Lange, que exerce as funções de subsecretário de Terrorismo e Inteligência Financeira dos EUA, a sanção “é mais um passo do governo dos Estados Unidos para enfrentar e reconhecer a crescente presença da geração de receitas ilícitas do PCC dentro de nossas fronteiras”.
“Não se deve permitir que o crime organizado no Hemisfério Ocidental estabeleça operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, completou Lange.
A sanção contra o PCC foi a 1ª de Washington contra brasileiros ou empresas do Brasil após o governo Trump classificar grupos criminosos do país como organizações terroristas.
A rede de lavagem de dinheiro do PCC alvo da ação operava a partir de dois polos principais, Flórida e São Paulo. A operação visou o núcleo sediado em São Paulo, liderado por Victor Henrique de Oliveira Shimada (Shimada) e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira (Stella).
