
O governo federal vai elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), após aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O anúncio foi feito no último sábado (20) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), durante agenda em Mato Grosso.

A medida já vinha sendo discutida pelo governo e pelo setor de biocombustíveis e deve marcar mais uma etapa da política de ampliação do uso de combustíveis renováveis no país.
Segundo Alckmin, a mudança tende a ter reflexos no preço final da gasolina e no desempenho ambiental do combustível.
“Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria”, afirmou o vice-presidente.
Redução de importações
De acordo com estimativas do governo, o aumento da mistura pode reduzir a necessidade de importação de gasolina em cerca de 450 a 500 milhões de litros por mês. A avaliação oficial é de que o país pode avançar na direção da autossuficiência no abastecimento do combustível.
O Ministério de Minas e Energia já havia indicado que a medida teria caráter temporário e excepcional, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser renovada por decisão do CNPE.
A proposta também é apresentada pelo governo como forma de otimizar a logística do setor de combustíveis, reduzindo a pressão sobre a infraestrutura de importação e distribuição de derivados de petróleo.
Política de combustíveis
A mudança faz parte das diretrizes da chamada Lei do Combustível do Futuro, que busca ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira e reduzir emissões no setor de transportes.
Em 2025, o percentual de etanol na gasolina já havia sido elevado de 27,5% para 30%. Com o novo ajuste, o Brasil reforça o uso de biocombustíveis como componente estrutural da política energética.
O governo também destaca que o país se diferencia internacionalmente pelo alto teor de etanol na gasolina, com potencial de referência para outros mercados.
