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EUA ampliam sanções contra ditador de Cuba e família Castro
Publicado em 05/06/2026 14:11
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Os Estados Unidos anunciaram ontem (04) um novo pacote de sanções contra autoridades e entidades ligadas ao regime comunista de Cuba, incluindo o ditador Miguel Díaz-Canel. A medida também atinge familiares do líder cubano e integrantes do alto escalão do regime, em mais um movimento de pressão de Washington sobre Havana.

 

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Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), as sanções incluem a primeira-dama Lis Cuesta Peraza, o filho do ditador comunista, Manuel Anido Cuesta, além de outros funcionários e estruturas ligadas ao regime.

 

Entre os alvos estão também integrantes da família Castro, como Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e seu filho, Raúl Alejandro Castro. Manuel Anido Cuesta, enteado de Díaz-Canel, também aparece na lista de sancionados.

 

 

O governo norte-americano também ampliou as restrições a setores estratégicos da economia cubana, atingindo empresas de mineração, turismo e órgãos estatais. Entre as entidades incluídas na lista estão a Amistur Cuba, ligada ao setor de turismo, e a Minera la Victoria, joint venture entre a estatal cubana Geominera e a empresa australiana Antilles Gold.

 

Também foram sancionados o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR).

 

“Todas as transações e negociações realizadas por pessoas dos EUA ou pessoas dentro (ou em trânsito) pelos Estados Unidos que envolvam quaisquer bens ou interesses em bens de pessoas designadas ou bloqueadas são proibidas”, diz a nota do OFAC.

 

Em comunicado nas redes sociais, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que empresas e instituições que prestarem serviços às entidades sancionadas também poderão ser atingidas: “Bancos estrangeiros e outras empresas que forneçam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades. A Administração Trump não tolerará mais regimes marxistas radicais em nosso hemisfério”.

 

A decisão de ontem ocorre em meio à escalada da política de pressão de Washington sobre Cuba. As sanções foram anunciadas enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou à imprensa que deseja ver Cuba “um país bem administrado”.

 

Díaz-Canel já havia sido sancionado em julho do ano passado por causa da repressão aos protestos de 2021. No mês passado, o governo norte-americano também impôs sanções a 11 autoridades cubanas, incluindo o ministro das Comunicações, militares e membros da agência de inteligência do país.

 

 

Os EUA também acusaram recentemente Raúl Castro, ex-ditador de Cuba, de envolvimento em um incidente ocorrido em 1996, quando aeronaves cubanas derrubaram aviões operados por exilados cubanos.

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