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Colômbia: Petro e Cepeda falam em fraude eleitoral após vitória da direita no 1º turno
Publicado em 01/06/2026 12:10
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o seu candidato à Presidência, Iván Cepeda (foto), criticaram os resultados preliminares do 1º turno da eleição presidencial e levantaram suspeitas, sem apresentar provas, sobre a contagem dos votos. Ambos afirmaram que só reconhecerão o resultado oficial após a conclusão da apuração oficial conduzida pelas autoridades eleitorais.

As declarações foram feitas após a divulgação da pré-contagem que colocou o candidato de direita Abelardo de la Espriella na liderança da disputa. Com 99,94% das urnas apuradas, Espriella obteve ontem (31) 43,73% dos votos, enquanto Cepeda, apoiado por Petro, ficou com 40,91%. A candidata de direita Paloma Valencia terminou em terceiro lugar, com 6,92%.

 

Em publicação no X, Petro questionou a integridade do sistema de apuração e alegou que houve alterações no software utilizado na contagem dos votos. “Apesar dos algoritmos do software de contagem e apuração deverem permanecer estáticos, foram alterados três vezes na última semana, adicionando 800 mil fichas de inscrição eleitoral pertencentes a pessoas não incluídas no censo oficial”, afirmou.

 

 

O presidente também declarou que não reconhece os números divulgados na pré-contagem e afirmou que aceitará apenas os resultados produzidos pelas comissões escrutinadoras.

 

“Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem da empresa privada dos irmãos Bautista, porque, devendo estar parados os algoritmos do software de contagem e escrutínios, na última semana foram alterados em 3 oportunidades e acrescentaram 800 mil cédulas a mais de pessoas que não estão no censo oficial apresentado”, declarou.

 

Petro afirmou ainda que existem atualmente “2 censos neste momento”: o oficial e o utilizado pelo sistema de apuração. Segundo ele, mesas eleitorais já contestadas apontariam que “centenas de milhares de votos foram acrescentados” sem a existência de eleitores correspondentes. O presidente não apresentou provas das alegações.

 

“Portanto, e conforme a lei, os resultados vinculantes que o presidente atenderá e aceitará são os das comissões escrutinadoras dirigidas pelos juízes da República”, afirmou Petro.

 

Na Colômbia, a apuração ocorre em duas etapas. A primeira é a pré-contagem divulgada na noite da eleição, sem efeito legal. A segunda é o escrutínio oficial, conduzido por comissões formadas por juízes, notários e servidores públicos, responsável pelo resultado definitivo da eleição.

 

Cepeda também questionou os números preliminares e afirmou que sua campanha investiga possíveis irregularidades. Em discurso a apoiadores em Bogotá, o senador declarou que não reconhecerá os resultados enquanto não forem esclarecidas dúvidas relacionadas ao censo eleitoral e a impugnações apresentadas por fiscais de seu partido.

 

 

“Há uma defasagem que queremos verificar em torno do censo eleitoral, e essa não é uma defasagem qualquer: estamos falando de 885 mil pessoas”, afirmou.

 

O candidato do ex-guerrilheiro também alegou que houve “10 milhões de votos mal contados na Colômbia” e que “existem informações e indícios sobre um número indeterminado de seções” em que fiscais do Pacto Histórico contestaram os resultados.

 

Cepeda ainda acusou governos estrangeiros de interferência no processo eleitoral colombiano e citou diretamente o presidente do Equador, Daniel Noboa: “Autoridades e inclusive governos estrangeiros estão metendo a mão em nossas eleições, como ocorreu com o senhor presidente Noboa, motivado ou certamente em arranjo e em complô com o senhor Espriella”.

 

O segundo turno da eleição presidencial colombiana está marcado para 21 de junho. O vencedor governará o país até 2030.

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