
Jason Miller, conselheiro próximo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), e ex-assessor de sua campanha, fez declarações contundentes nesta terça-feira (26) em Washington após o encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Salão Oval da Casa Branca.

Miller classificou a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está atualmente inelegível e em prisão domiciliar, como “uma desgraça” e foi além:
“O que acontece com o presidente Bolsonaro é uma ameaça à democracia no Brasil e em outros países. Isso precisa mudar.”
O conselheiro também criticou o governo Lula de forma ampla, mencionando o que chamou de postura anti-americana do atual governo brasileiro e suas tentativas de, segundo ele, barrar a liberdade de expressão. “A tentativa de barrar a liberdade de expressão e a democracia pelo governo Lula impacta o mundo todo, não só o Brasil”, afirmou.
Sobre as eleições brasileiras de 2026, Miller foi cuidadoso ao ser perguntado se Trump apoiaria a candidatura de Flávio.
“Essa é uma decisão do povo do Brasil. Eu sei que o presidente está muito preocupado com as eleições brasileiras”, respondeu, sem endossar formalmente a pré-candidatura.
O conselheiro destacou dois temas que considera centrais na visão de Trump para o hemisfério: o combate ao narcoterrorismo e o freio à influência chinesa na América Latina. “O presidente Trump quer parar os narcoterroristas e também a influência chinesa no hemisfério ocidental”, afirmou, em declaração alinhada ao pedido que Flávio havia feito a Trump durante o encontro — a designação formal do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Miller também mencionou a importância das próximas eleições para além das fronteiras brasileiras. “A questão do Brasil não é só sobre o Brasil. É uma questão regional”, disse, sinalizando o interesse americano no resultado do pleito de 2026.
