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Oruam, mãe e irmão são alvos de operação contra CV
Publicado em 29/04/2026 12:08
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O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, a mãe dele, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, e o irmão, Lucas Santos Nepomuceno, são alvos nesta manhã (29) de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra o braço financeiro do Comando Vermelho (CV).

 

 

Rapper Oruam Foto: Reprodução

A ação faz parte da Operação Contenção, iniciada em outubro do ano passado para conter a expansão territorial da facção no estado.

 

Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da PCRJ, cumprem mandados em endereços ligados aos investigados em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ao todo, são 12 mandados de prisão preventiva.

 

 

Além de Oruam, o traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado como líder do CV e pai do rapper, também é alvo de mandado, embora esteja preso há cerca de 30 anos. Outros integrantes da cúpula da facção também são procurados.

 

A operação é, segundo a Polícia Civil, resultado de cerca de um ano de investigação sobre a estrutura financeira do grupo criminoso, com base em dados extraídos de aparelhos apreendidos e no cruzamento de informações telemáticas e financeiras.

 

As apurações indicam atuação coordenada dos investigados na movimentação de valores, com uso de intermediários para dificultar o rastreamento dos recursos.

 

“Também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, evidenciando a origem ilícita dos recursos”, afirmou a Polícia Civil.

 

Durante a investigação, agentes tiveram acesso a conversas entre Carlos Costa Neves, o Gardenal, apontado como uma das lideranças do CV, e um miliciano. Os diálogos indicam que Marcinho VP mantém influência na facção mesmo após décadas preso.

 

“As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos”, disse a corporação.

 

Oruam está foragido desde fevereiro após descumprir medidas cautelares. Ele usava tornozeleira eletrônica desde setembro de 2025, quando foi solto após quase 2 meses preso por suspeita de impedir uma operação policial em sua residência.

 

 

O rapper foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por sete crimes, incluindo tentativa de homicídio. Entre novembro e fevereiro, acumulou 66 violações da tornozeleira. O equipamento foi desligado em 1º de fevereiro, e a prisão preventiva foi decretada dois dias depois. O cantor não foi localizado desde então.

 

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