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Padrasto suspeito de envenenar irmãos já agredia vítimas, diz enteado em Alto Horizonte
Publicado em 04/04/2026 11:14
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O padrasto preso em Alto Horizonte, Goiás, como suspeito de envenenar irmãos já agredia as vítimas. O relato foi feito à polícia pelo irmão de Weslenny Rosa Lima, morta horas após jantar arroz com chumbinho na última sexta-feira (27/3). O homem admitiu ter preparado a refeição. O menino, de 8 anos, também ingeriu o alimento, mas foi internado e sobreviveu. Após leve recuperação, o garoto confirmou que agressões não eram constantes, mas aconteciam em momentos específicos dentro de casa.

 

 

Ao delegado responsável pelo caso, Domênico Rocha, a criança ainda relatou que a mãe e o padrasto brigavam com frequência e que o pai biológico de Weslenny não gostava do suspeito. “Não era algo frequente, mas a criança disse que ele (padrasto) agredia não só a ele (menino), mas também a irmãzinha que morreu”, relatou.

 

A vítima, Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, morreu após passar mal ao consumir uma refeição preparada pelo padrasto na casa da família. O caso aconteceu na noite de sexta-feira (27), e a morte foi confirmada no dia seguinte. Já o irmão apresentou sintomas semelhantes, foi socorrido a tempo e chegou a ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebeu atendimento médico e segue em recuperação.

 

padrasto x menina x envenenada (2)

Padrasto usou chumbinho para envenenar enteados em Alto Horizonte, confirma polícia (Foto: Divulgação)

Chumbinho

De acordo com a investigação, exames periciais confirmaram que a comida ingerida pelas crianças estava contaminada com “chumbinho”, um veneno altamente tóxico, ilegal no Brasil e frequentemente utilizado para eliminar ratos. Na casa da família, os investigadores encontraram uma panela com arroz contendo a substância.

 

 

“Nessa panela foi identificado alguns grânulos negros com aspecto bastante semelhante ao veneno popularmente conhecido como chumbinho, o que foi confirmado posteriormente por laudo pericial”, explicou o delegado.

 

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Os laudos também apontaram que o mesmo veneno foi responsável pela morte de quatro gatos na vizinhança e o exame cadavérico confirmou que Weslenny morreu em decorrência de intoxicação causada pelo chumbinho.

 

Padrasto segue preso

O padrasto, de 46 anos, confessou que foi quem preparou o jantar consumido pela família, o que motivou o pedido de prisão preventiva. Ele foi detido na quarta-feira (1º), após decisão da Justiça, e teve a prisão mantida em audiência de custódia realizada na quinta-feira (2). O homem permaneceu em silêncio durante o segundo depoimento.

 

 

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A defesa afirmou, em nota, que recebeu a notícia da prisão com naturalidade e que, por acreditar na inocência do investigado, orientou que ele se apresentasse espontaneamente para a polícia para colaborar com os esclarecimentos. “Acreditamos que, dentro em breve, aparecerão elementos que comprovarão a inocência, sendo ele uma vítima do caso”, diz o posicionamento.

 

Fim do relacionamento

A mãe das crianças, Nábia Rosa Pimenta, relatou que o relacionamento com o suspeito era marcado por discussões frequentes dentro de casa. Segundo ela, o homem não aceitava o fim do relacionamento e apresentava mudanças de comportamento nos últimos meses, demonstrando irritação e impaciência com os filhos.

 

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Em depoimento, a mulher afirmou que tinha medo do companheiro e disse que, em algumas ocasiões, ele teria lhe dado medicamentos para dormir.

 

 

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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