
A Justiça Federal determinou ontem (31) a soltura de 18 suspeitos presos durante a Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada contra fraudes bancárias de até R$ 500 milhões. E

ntre os alvos que deixaram a prisão está Thiago Branco de Azevedo, o Ralado, apontado como principal operador do esquema. A decisão acontece cinco dias após a prisão dele.
De acordo com as investigações, Ralado criou uma rede de empresas de fachada em nome de terceiros que era usada pelo Comando Vermelho e por executivos da holding Fictor, também investigados.
Ralado se entregou à polícia na última sexta-feira, em Piracicaba (SP), após ficar dois dias foragido. Na audiência de custódia, sua prisão havia sido mantida. A companheira do suspeito, Glaucia Juliana Iglesias, e o cunhado, Julio Ricardo Iglesias, também foram soltos. A decisão é da juíza Maria Isabel do Prado.
Segundo a PF, mensagens indicam conversas entre o CEO da Fictor, Rafael Góis, e Ralado sobre operações financeiras com uso de empresas de fachada. O operador utilizava documentos falsos e laranjas para obter empréstimos bancários fraudulentos, com apoio de gerentes cooptados mediante pagamento de propina.
A Justiça determinou a quebra de sigilo bancário de Rafael Góis e do ex-sócio Luiz Rubini, além do bloqueio de até R$ 47 milhões.
A atuação de Ralado foi identificada pelo Ministério Público de São Paulo em 2024, em investigação contra o grupo conhecido como Bando do Magrelo, que atuava no interior paulista. Segundo apuração, a estrutura de empresas também era usada para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.
