
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, anunciou nesta quarta-feira (25) que deixará o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais do estado de São Paulo. A decisão, segundo ele, está relacionada ao avanço do calendário eleitoral de 2026, que exigirá dedicação integral às articulações partidárias.

Em publicação nas redes sociais, Kassab afirmou que a função no Executivo se tornou “incompatível” com a atuação política em um ano que antecede eleições para presidente, governadores, Senado e Câmara. Ele integrava a gestão do governador Tarcísio de Freitas desde o início do mandato.
“A minha atuação como secretário torna-se incompatível com minha atividade política e eleitoral neste período. Desta forma, deixo o secretariado do governador, que tive a honra de integrar desde o primeiro dia”, declarou.
Na mesma manifestação, o dirigente destacou que passará a atuar diretamente na organização do partido em todo o país, em contato com prefeitos, parlamentares e pré-candidatos. O objetivo, segundo ele, é estruturar um projeto nacional para as eleições de 2026.
Kassab também reiterou o apoio do PSD a uma eventual tentativa de reeleição de Tarcísio em São Paulo, afirmando que o governo apresenta “realizações e avanços” em diversas áreas. Ele agradeceu ao governador pela oportunidade de participação na gestão e aos demais integrantes do secretariado.
A saída ocorre em um momento de intensificação das articulações internas do PSD. Embora ainda não haja definição oficial, o partido discute lançar candidatura própria à Presidência da República. Nos bastidores, o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece entre os mais cotados.
Outras lideranças também participam das conversas. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, tem sido procurado, mas já sinalizou resistência a compor chapa como vice. No Paraná, Ratinho Júnior anunciou que não disputará espaço interno e permanecerá à frente do governo estadual.
Ao encerrar sua declaração, Kassab afirmou que pretende contribuir para a construção de uma alternativa nacional “capaz de enfrentar os desafios do país”, defendendo que o processo ocorra de forma democrática.
