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CPMI do INSS encontra indícios de rede bilionária de lavagem de dinheiro
Publicado em 24/03/2026 12:28
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O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar (União-AL), revelou nesta segunda-feira (23) que a comissão identificou indícios de uma complexa rede de lavagem de dinheiro, estimada em cerca de R$ 40 bilhões.

 

Durante coletiva ao lado do presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), e demais integrantes da CPMI, Gaspar elogiou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que determinou a prorrogação dos trabalhos da comissão.

 

“Quero parabenizar o ministro Mendonça pela coragem de corrigir uma omissão que prejudica o povo brasileiro”, afirmou.

 

 

Relatório

 

O relator destacou que, mesmo diante de pressões políticas, manteve o foco técnico do parecer.

 

“Fui praticamente obrigado, pela ausência de prorrogação, a antecipar o relatório. Hoje tenho um documento com cerca de 5 mil páginas e 228 indiciados”, disse.

 

Segundo ele, o relatório não cita o presidente Lula (PT) nem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pois o papel do colegiado é técnico.

 

“Nosso trabalho é baseado em dados da Controladoria-Geral da União (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU), depoimentos e quebras de sigilo”, explicou.

 

Gaspar reforçou que a CPMI busca corrigir “uma dívida histórica da Previdência Social para com o povo brasileiro” e criar mecanismos para blindar o sistema previdenciário.

 

“Essa esculhambação aconteceu porque a Previdência foi loteada para atender interesses políticos. Se fosse baseada em técnica, isso não teria acontecido”, disse.

 

Rede bilionária de lavagem de dinheiro

 

O relator detalhou a rede descoberta pela CPMI. Segundo ele, a investigação identificou movimentações que somam quase R$ 40 bilhões, envolvendo grupos criminosos nacionais e internacionais, como as organização criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Hezbollah, utilizando o sistema previdenciário como porta de entrada.

 

 

“Entramos pelo INSS e, por meio de uma entrada de R$ 150 milhões, descobrimos uma rede que não esperávamos. Há mecanismos de desconto associativo ligados a bancos, que deixam o Brasil exposto a rotas internacionais de lavagem de dinheiro”, afirmou.

 

Gaspar destacou que a prorrogação da CPMI permitirá avançar em novas estratégias de investigação, consolidar provas e reforçar a legislação.

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