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PGR foi alertada sobre acesso de Vorcaro a investigação sigilosa
Publicado em 11/03/2026 11:02
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi alertada em novembro do ano passado de que informações sigilosas da investigação contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, estavam sendo hackeadas e repassadas a ele. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

 

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Segundo a Polícia Federal (PF), os vazamentos ocorriam desde julho de 2025. O fato foi comunicado à PGR ainda na 1ª fase da Compliance Zero, quando o banqueiro foi preso pela 1ª vez.

 

Vorcaro foi detido em 17 de novembro, ao tentar deixar o país pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). A PF suspeitava de tentativa de fuga. Vorcaro alega que viajava para negociar a venda do Master a investidores estrangeiros.

 

 

Em 24 de julho, investigadores identificaram o envio de mensagens de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, para Vorcaro com documentos em PDF relacionados ao inquérito das fraudes do Master.

 

 

A perícia realizada no celular apreendido em novembro apontou que o banqueiro também tinha acesso a informações da investigação conduzida pelo Banco Central (BC) sobre a instituição de Vorcaro.

 

Investigadores relataram à Folha que, desde julho, havia suspeitas de invasão de sistemas da polícia. A apreensão do aparelho confirmou o acesso a prints, fotos e arquivos em PDF extraídos de materiais sigilosos.

 

 

Procurada pelo jornal sobre os vazamentos, a PGR preferiu não comentar. Já os advogados de Vorcaro afirmaram que “não cabe comentar conteúdos que decorrem de vazamentos ilegais de material sigiloso”.

 

“Trata-se, inclusive, de fatos que já são objeto de investigação criminal determinada pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal”, informou a defesa em nota. “Qualquer manifestação sobre informações obtidas dessa forma apenas reforçaria a disseminação de conteúdos cuja divulgação é, em si, objeto de apuração”.

 

A existência de alertas sobre vazamentos sob conhecimento da PGR desde o ano passado enfraquece o argumento do órgão de que teve pouco tempo para analisar o novo pedido de prisão de Vorcaro.

 

A PGR foi notificada da operação em 27 de fevereiro e, após 72 horas, pediu prazo maior para se manifestar. O órgão não opinou sobre a prisão do ex-banqueiro nem de outros três suspeitos.

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