
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quarta-feira (25), durante reunião da cúpula do PL, que já houve tentativas de afastá-lo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas garantiu que mantém lealdade política e pessoal.
O Portal Claudio Dantas teve acesso à fala com exclusividade.
“Já foram dezenas de tentativas para poder primeiro nos afastar, afastar até mesmo eu do presidente, mas eu mantenho aqui a minha serenidade, a minha paz, de dizer que eu jamais colocaria algo na frente daquilo do Brasil.”
Na mesma reunião, Nikolas declarou que fará campanha para o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Minas Gerais e afirmou que o estado será determinante na disputa presidencial.
“Eu farei campanha para o Flávio, porque Minas decide eleições e a gente vai definir as eleições ali em Minas Gerais.”
“O silêncio não é mais opção”
Flávio Bolsonaro elogiou publicamente a mobilização liderada pelo deputado mineiro e afirmou que o Congresso deveria ter agido com mais firmeza.
“O Congresso já tinha que ter tido a coragem de resolver. Porque o silêncio, como o Nikolas mostrou para todo mundo nessa caminhada que ele puxou, o silêncio não é mais opção para a gente. O Brasil acordou de verdade.”
A declaração faz referência à caminhada iniciada por Nikolas no dia 19 de janeiro, em Paracatu (MG), com destino a Brasília. O trajeto pela BR-040 terminou no dia 25, na Praça do Cruzeiro, na capital federal.
O ato teve como objetivo protestar contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo Bolsonaro.
Flávio atribuiu o sucesso da mobilização à fé.
“O Brasil todo é muito grato a você, Nikolas. Eu sei que foi Deus que tocou no teu coração. Você fez e foi um sucesso porque é projeto abençoado de Deus.”
O senador também mencionou o sua crença sobre o temporal que atingiu o ato em Brasília, quando um raio caiu nas proximidades do ato e atingiu mais de 30 manifestantes.
“Ninguém acha que aqueles raios que caíram não foram fruto da guerra espiritual que a gente já tá vivendo”, afirmou o senador.
